Doação de órgãos
Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade.Quando um transplante é bem sucedido, uma vida é salva e com ele resgate-se também a saúde física e psicológica de toda a família envolvida com o paciente transplantado. No Brasil, atingimos a marca de aproximadamente 70.000 pessoas (2007) aguardando por um transplante. Essas vidas dependem da autorização da família do paciente com morte encefálica comprovada autorizar a doação. Um gesto que pode transformar a dor da morte em continuidade da vida.Embora o Brasil seja considerado modelo no número de transplantes realizados, o número de doadores continua abaixo do necessário. Apesar do crescimento em 2008 ocorrido após 2 anos de queda e 1 ano de estagnação em 2007, passamos de 5,4 doadores por milhão de população(pmp) para os atuais 7,2 pmp.
Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, divulgado pela ABTO, essa taxa ainda não supera a obtida no ano e 2004 que foi de 7,3 pmp.Em paises como a Espanha, essa relação chega a 35 pmp. A Argentina registra o número de 12 pmp.Assim como a GABRIEL muitas outras ONGs espalhadas pelo território nacional se propõem a incentivar a doação e levar a informação correta à população sobre Transplantes de Órgãos e Tecidos.Através da informação poderemos alterar esses dados. Quanto mais a população se conscientizar da importância de se tornar um doador, menor será a angustiante fila de espera por órgãos.Dentro desse universo existe uma outra realidade que é a do transplante pediátrico. Se para o adulto a espera por um doador é difícil, imaginem quando o paciente é uma criança. O número de doadores em potencial reduz significativamente as chances da efetivação do transplante.Existem hoje no Brasil, diversas Associações Médicas, ONGs e movimentos independentes que trabalham incansavelmente para melhorar esse panorama.Conheça algumas delas, acessando os sites em nossa relação de link´s.
Dúvidas Mais Frequentes
O que podemos doar?
Um único doador pode beneficiar até 25 pessoas! Ou melhor, 25 vidas! No entanto, os transplantes mais comuns são assim classificados: Órgãos: coração, fígado, rim, pâncreas, pâncreas/rim, pulmão, intestino e estômago. Tecidos: sangue, córnea, pele, medula óssea, dura máter, crista ilíaca, fáscia lata, patela, costelas, ossos longos, cabeça do fêmur, ossos do ouvido, safena, válvulas cardíacas.
Damos abaixo uma lista de órgãos e tecidos que são utilizados para transplantes:
Córneas (retiradas do doador até 6 horas dpc e mantidas fora do corpo por até 7 dias);
Coração (retirado do doador apc e mantido fora do corpo por no máximo 6 horas);
Pulmão (retirados do doador apc e mantidos fora do corpo por no máximo 6 horas);
Rins (retirados do doador até 30 minutos dpc e mantidos fora do corpo até 48 horas);
Fígado (retirado do doador apc e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
Pâncreas (retirado do doador apc e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
Ossos (retirados do doador até 6 horas dpc e mantidos fora do corpo por até 5 anos).
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
Pele;
Valvas Cardíacas.
dpc - depois da parada cardíaca apc - antes da parada cardíaca
Como posso me tornar um doador de órgãos?
O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.
O que é morte encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador. é fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sangüínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderão ser doadas as córneas.
Quais os requisitos para um cadáver ser considerado doador de órgãos?
Ter identificação e registro hospitalar;
Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;
Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sangüíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral;
Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.
Observação: Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar a família de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.
Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?
Quando é reconhecido um doador efetivo, a central de transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está na fila esperando um órgão. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a receber o órgão.
Como garantir que meus órgãos não serão vendidos depois da minha morte?
As centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde controlam todo o processo, desde a retirada dos órgãos até a indicação do receptor. Assim, as centrais de transplantes controlam o destino de todos os órgãos doados e retirados.
Disseram-me que o corpo do doador depois da retirada dos órgãos fica todo deformado. Isso é verdade?
É mentira. A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho. Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada. Para quem doa não faz diferença, mas para quem recebe sim!
Posso doar meus órgãos em vida?
Sim. Também existe a doação de órgãos ainda vivo. O médico poderá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças anteriores. A compatibilidade sangüínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Os doadores vivos são aqueles que doam um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que se possa ser transplantado em alguém de sua família (até 4º grau) ou até um amigo (Neste caso é necessário uma autorização judicial).Este tipo de doação entre vivos, só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.
Para doar órgãos em vida é necessário:
Ser um cidadão juridicamente capaz;
Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando;
Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante;
Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial;
Órgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
Rim;
Pâncreas;
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%);
Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).
Quem não pode doar?
Pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;
Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;
Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas;
Pessoas com tumores malignos com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero e doenças degenerativas crônicas.
O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?
Lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº. 10.211, de 23 de março de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Segundo a nova Lei, as manifestações de vontade à doação de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, após a morte, que constavam na Carteira de Identidade Civil e na Carteira Nacional de Habilitação, perderam sua validade a partir do dia 22 de dezembro de 2000. Isto significa que, hoje, a retirada de órgãos/tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da famíliar.Sendo assim, é muito importante que uma pessoa, que deseja após a sua morte, ser uma doadora de órgãos e tecidos comunique à sua família sobre o seu desejo, para que a mesma autorize a doação no momento oportuno.
Como pode ser identificado um doador de órgãos?
A Centrais Estaduais também têm um papel importante no processo de identificação/doação de órgãos. As atribuições das CNCDOs são, em linhas gerais: a inscrição e classificação de potenciais receptores; o recebimento de notificações de morte encefálica, o encaminhamento e providências quanto ao transporte dos órgãos e tecidos, notificação à Central Nacional dos órgãos não aproveitados no estado para o redirecionamento dos mesmos para outros estados, dentre outras. Cabe ao coordenador estadual determinar o encaminhamento e providenciar o transporte do receptor ideal, respeitando os critérios de classificação, exclusão e urgência de cada tipo de órgão que determinam a posição na lista de espera. O que é realizado com o auxílio de um sistema informatizado para o ranking dos receptores mais compatíveis. A identificação de potenciais doadores é feita, principalmente, nos hospitais onde os mesmos estão internados, através das Comissões Intra-hospitalares de Transplante, nas UTIs e Emergências em pacientes com o diagnóstico de Morte Encefálica. As funções da coordenação intra-hospitalar baseiam-se em organizar, no âmbito do hospital, o processo de captação de órgãos, articular-se com as equipes médicas do hospital, especialmente as das Unidades de Tratamento Intensivo e dos Serviços de Urgência e Emergência, no sentido de identificar os potenciais doadores e estimular seu adequado suporte para fins de doação, e articular-se com a respectiva Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos, sob cuja coordenação esteja possibilitando o adequado fluxo de informações.
Conscientização
É preciso olhar sob o ponto de vista do paciente em fila de espera.Imaginemo-nos em seu lugar. Tente sentir a angustia de um dia após o outro, aguardando o telefone tocar com a possibilidade de um doador. Conviva com a deficiência de um órgão frágil, do qual depende sua vida e por muitas vezes, morrer enquanto se espera. Adicione-se a isso o sofrimento familiar. Todos ficam "doentes" de uma certa maneira. Conseguiu?Quem sabe, a partir dessa perspectiva, o número de rejeição familiar passe a diminuir.
Extraímos do site DOEAÇÂO o texto abaixo que exprime essa conscientização."Um dia, um doutor determinará que meu cérebro deixou de funcionar e que basicamente minha vida cessou. Quando isso acontecer, não tentem introduzir vida artificial por meio de uma máquina. Ao invés disso, dêem minha visão ao homem que nunca viu o sol nascer, o rosto de um bebê ou o amor nos olhos de uma mulher. Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração só causou intermináveis dores. Dêem meus rins a uma pessoa que depende de uma máquina para existir, semana a semana. Peguem meu sangue, meus ossos, cada músculo e nervos de meu corpo e encontrem um meio de fazer uma criança aleijada andar. Peguem minhas células, se necessário, e usem de alguma maneira que um dia um garoto mudo seja capaz de gritar quando seu time marcar um gol, e uma menina surda possa ouvir a chuva batendo na sua janela. Queimem o que sobrou de mim e espalhem as cinzas para o vento ajudar as folhas nascerem. Se realmente quiserem enterrar alguma coisa, que sejam minhas falhas, minhas fraquezas e todos os preconceitos contra meus semelhantes. Dêem meus pecados ao diabo e minha alma a Deus. Se quiserem lembrar de mim, façam-no com um ato bondoso ou dirijam uma palavra delicada a alguém que precise de vocês. Se vocês fizerem tudo o que estou pedindo, viverei para sempre."Fonte: Leitor de um jornal de grande circulação, comovido com a situação dos transplantes em nosso país com o objetivo de incentivar a cultura da doação.
Oração do Doador:Ao Deus do meu coração e do meu entendimento, que me proporcionou um corpo saudável e um coração generoso. Fazei que, nenhuma vontade de parente ou amigo, suplante o meu desejo e determinação de ser um doador de órgãos e de tecidos. . Rogo, a todos que tiveram oportunidade e influenciaram em minha vida. Que após a minha morte, reservo-me o direito de, agradecendo ao Criador, devolver este corpo que serviu de vestimenta ao meu Ser, para que continue a servir ao meu Deus e a humanidade. Que assim seja! Doar não dói, doe... Autoria do Sr. Aldorindo Braz Mayer morador de Indaiatuba
LEGISLAÇÃOLei 9434 de 04/02/97
Para uma consulta mais ampla veja:Legislação Sistema Nacional de Transplantes
"A informação só tem valor quando é compartilhada e aplicada em pról de um bem comum."
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Toxoplasmose
Toxoplasmose
A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial. É uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, cães, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.). Acarreta abortos e nascimento de fetos mal formados. Toxoplasma gondii possui três formas infectantes em seu ciclo de vida: oocisto, bradizoítos contidos em cistos e taquizoítos.

O gato e outros felídeos, que são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença, uma vez que somente neles ocorre a reprodução sexuada dos parasitos. Eles ingerem os cistos que estão nos tecidos dos animais homeotérmicos, principalmente dos ratos e pássaros. Após essa ingestão passam a eliminar nas fezes os oocistos não esporulados. No ambiente, através de condições ideais de temperatura, pressão, oxigenação e umidade os oocistos levam de 1 a 5 dias para se esporular e se tornar infectante.
A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os oocistos esporulados, presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, que abriguem os cistos do protozoário Toxoplasma gondi. A ingestão de leite cru contendo taquizoítos do parasito, principalmente de cabras, pode ser uma forma de infecção, mas provavelmente rara, pois a cabra tem de se infectar durante a lactação para que exista a possibilidade de passagem de taquizoítos para o leite.
A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra apesar de que já foi constatado a tranmissão por transfusão sanguínea e transplante de órgãos de pessoas infectadas. Seu diagnóstico é feito levando em conta exames clínicos e exames laboratoriais de sangue, onde serão pesquisadas imunoglobulinas como a IgM e IgG.
O Toxoplasma gondii é um protozoário parasita intracelular obrigatório do grupo dos Apicomplexa, como outros parasitas como o Plasmodium. Há pouca variação entre os toxoplasmas presentes em diferentes partes do globo, podendo-se dizer que só há praticamente uma estirpe. O toxoplasma só pode reproduzir-se se as formas excretadas nas fezes dos gatos forem ingeridas por animais que os (outros) gatos caçam, podendo assim infectá-los. Se for ingerido por seres humanos, a sua reprodução é inviável, uma vez que só no intestino dos felídeos é que pode adaptar formas em que é excretado.

O gato e outros felídeos, que são os hospedeiros definitivos, estão relacionados com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença, uma vez que somente neles ocorre a reprodução sexuada dos parasitos. Eles ingerem os cistos que estão nos tecidos dos animais homeotérmicos, principalmente dos ratos e pássaros. Após essa ingestão passam a eliminar nas fezes os oocistos não esporulados. No ambiente, através de condições ideais de temperatura, pressão, oxigenação e umidade os oocistos levam de 1 a 5 dias para se esporular e se tornar infectante.
A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os oocistos esporulados, presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, que abriguem os cistos do protozoário Toxoplasma gondi. A ingestão de leite cru contendo taquizoítos do parasito, principalmente de cabras, pode ser uma forma de infecção, mas provavelmente rara, pois a cabra tem de se infectar durante a lactação para que exista a possibilidade de passagem de taquizoítos para o leite.
A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra apesar de que já foi constatado a tranmissão por transfusão sanguínea e transplante de órgãos de pessoas infectadas. Seu diagnóstico é feito levando em conta exames clínicos e exames laboratoriais de sangue, onde serão pesquisadas imunoglobulinas como a IgM e IgG.
O Toxoplasma gondii é um protozoário parasita intracelular obrigatório do grupo dos Apicomplexa, como outros parasitas como o Plasmodium. Há pouca variação entre os toxoplasmas presentes em diferentes partes do globo, podendo-se dizer que só há praticamente uma estirpe. O toxoplasma só pode reproduzir-se se as formas excretadas nas fezes dos gatos forem ingeridas por animais que os (outros) gatos caçam, podendo assim infectá-los. Se for ingerido por seres humanos, a sua reprodução é inviável, uma vez que só no intestino dos felídeos é que pode adaptar formas em que é excretado.
Ciclo de Vida

O T.gondii assume diferentes formas em diferentes estágios do seu ciclo.
O ciclo inicia-se pela ingestão de cistos presentes em carne (por exemplo, de porco, rato ou coelho), pelos felídeos. A parede do cisto é dissolvida por enzimas proteolíticas do estômago e intestino delgado, o parasita liberado do cisto, penetra nos enterócitos (células da mucosa intestinal) do animal e replica-se assexuadamente dando origem a várias gerações de Toxoplasma através da reprodução assexuada. Após cinco dias dessa infecção, inicia-se o processo de reprodução sexuada, em que os merozoítos formados na reprodução assexuada dão origem aos gametas. Os gâmetas masculino (microgameta) e feminino (macrogameta), descendentes do mesmo parasita ou de dois diferentes, fundem-se dando origem ao ovo ou zigoto, que após segregar a parede cística dá origem ao oocisto. Este é expulso com as fezes dos animais após nove dias (cada gato expulsa mais de 500 milhões de oocistos em cada defecação).
Já no exterior, sofre divisão meiótica (esporulação) novamente após alguns dias, formando-se dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. Uma forma altamente resistente a desinfectante pode durar cinco anos em condições úmidas. Estes são activados em taquizoítos se forem ingeridos por outro animal, chamado hospedeiro intermediário: por exemplo, um rato ou coelho que coma erva em que algum gato ou outro felídeo tenha defecado ou uma criança ou adulto que mexa com os dedos em material contaminado com fezes e depois leve-os à boca. Os taquizoítos multiplicam-se nas células do hospedeiro intermediário, onde algumas formas formam cistos nos tecidos. As formas activas são destruídas pelo sistema imunitário, mas os cistos permanecem. Se o animal for caçado e devorado por um felídeo, os cistos libertam os parasitas dentro do seu intestino, infectando o novo hóspede definitivo.
Existe em todo o mundo. Mais de metade da população, mesmo em países desenvolvidos, tem anticorpos específicos contra o parasita, o que significa que está ou já esteve infectada (o que não significa que tenha tido a sintomatologia da doença, pode ter tido a infecção assintomática). O ser humano é infectado após ingerir oocistos expelidos com as fezes por gatos infectados, ou ao comer carne mal cozida de um animal que tenha ingerido o parasita de fezes de felídeos (ovelhas, vacas e porcos, tal como os humanos são infectados). Levando em conta também, que o modo de contaminação mais comum é ingerindo carne mal cozida e contaminada.
É importante que as mulheres grávidas façam o exame que detecta se elas são imunes a toxoplasmose.
O taquizoíto é a forma activa no Homem e nos hospedeiros intermediários, com 5 micrómetros. Invade as células humanas e lá se reproduz por mitose, principalmente nos macrófagos, células musculares e cerebrais. Após ruptura da célula, os parasitas descendentes saem para o exterior e invadem novas células. Na maioria dos casos o sistema imunitário entra em ação e destrói todos os parasitas livres, contudo não detecta aqueles poucos que encistaram. Os indivíduos com sistemas imunitários saudáveis são geralmente assintomáticos. Em indivíduos com SIDA/AIDS, "stress", câncer ou com qualquer outra doença que afete a imunidade, a infecção é grave, pois o sistema imunológico não consegue combater a doença. Se a infecção se der durante a gravidez (o que ocorre em 0,5% das gestações), os parasitas podem atravessar a placenta e infectar o feto, o que pode levar a abortos e a malformações em um terço dos casos, malformações como hidrocefalia podendo também ocorrer neuropatias e oftalmopatias na criança como défices neurológicos e cegueira, mas se a infecção tiver sido antes do início da gravidez não há qualquer perigo, mesmo que existam cistos.
Os cistos contêm uma forma infectante do parasito, que é o bradizoíto, e em vez de se reproduzir rapidamente, formaram antes estruturas derivadas da célula que infectou, forte e resistente, cheia de liquido e onde o parasita se reproduz lentamente. Os cistos crescem e podem afetar negativamente as estruturas em que se situam, mais frequentemente músculos, o cérebro, no coração ou na retina, podendo levar a alterações neurológicas, problemas cardíacos ou cegueira, mas geralmente sem efeitos nefastos. Os cistos permanecem viáveis por muitos anos, mas não se disseminam devido à imunidade eficaz ganha pelo portador, inclusive contra mais oocitos que possam ser ingeridos. Se o indivíduo desenvolver ou for medicado para imunodeficiência, como após transplantes de órgãos, doenças auto-imunes ou na SIDA/AIDS, as formas ativas podem ser reativadas a partir dos cistos, dando origem a problemas sérios, com sintomas como exantemas (pele vermelha), pneumonia, meningoencefalite com danos no cérebro e miocardite, com mortalidade alta.
O diagnóstico é pela sorologia, ou seja, detecção dos anticorpos específicos contra o parasita, como as imunoglobulinas IgM, que só existem nas fases agudas, e IgG que está aumentada na fase crônica da doença.
Na maioria dos casos não é necessário tratamento já que o sistema imunitário geralmente resolve o problema. Na gravidez ou em imunodeprimidos usa-se espiramicina, pirimetamina e sulfadiazina, para controlar a multiplicação do Toxoplasma gondii, mas também deve ser fornecido ao paciente ácido fólínico ou levedura de cerveja, para regularizar o sistema imunológico. Clinicamente é dificil fazer o diagnóstico porque os casos agudos podem levar à morte ou evoluir para a forma crônica. Esta pode assemelhar a outras doenças (mononucleose, por exemplo).
Não existem exames que detectam se os gatos possuem ou não o protozoário Toxoplasma gondii; As mulheres grávidas devem evitar o contato com fezes de gatos, pois estas podem conter oocistos, não ingerir água de origem desconhecida e sem estar fervida, nem carne crua ou mal cozida durante a gravidez. No caso dos gatos, lavar as caixas com água, ferver freqüentemente e nunca tocá-las por mãos sem luvas. Alimentar os gatos com comida enlatada, ração, água fervida ou filtrada, não lhes permitir caçar animais também reduz o risco e nunca alimentá-los com carne crua ou mal passada.
O ciclo inicia-se pela ingestão de cistos presentes em carne (por exemplo, de porco, rato ou coelho), pelos felídeos. A parede do cisto é dissolvida por enzimas proteolíticas do estômago e intestino delgado, o parasita liberado do cisto, penetra nos enterócitos (células da mucosa intestinal) do animal e replica-se assexuadamente dando origem a várias gerações de Toxoplasma através da reprodução assexuada. Após cinco dias dessa infecção, inicia-se o processo de reprodução sexuada, em que os merozoítos formados na reprodução assexuada dão origem aos gametas. Os gâmetas masculino (microgameta) e feminino (macrogameta), descendentes do mesmo parasita ou de dois diferentes, fundem-se dando origem ao ovo ou zigoto, que após segregar a parede cística dá origem ao oocisto. Este é expulso com as fezes dos animais após nove dias (cada gato expulsa mais de 500 milhões de oocistos em cada defecação).
Já no exterior, sofre divisão meiótica (esporulação) novamente após alguns dias, formando-se dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. Uma forma altamente resistente a desinfectante pode durar cinco anos em condições úmidas. Estes são activados em taquizoítos se forem ingeridos por outro animal, chamado hospedeiro intermediário: por exemplo, um rato ou coelho que coma erva em que algum gato ou outro felídeo tenha defecado ou uma criança ou adulto que mexa com os dedos em material contaminado com fezes e depois leve-os à boca. Os taquizoítos multiplicam-se nas células do hospedeiro intermediário, onde algumas formas formam cistos nos tecidos. As formas activas são destruídas pelo sistema imunitário, mas os cistos permanecem. Se o animal for caçado e devorado por um felídeo, os cistos libertam os parasitas dentro do seu intestino, infectando o novo hóspede definitivo.
Existe em todo o mundo. Mais de metade da população, mesmo em países desenvolvidos, tem anticorpos específicos contra o parasita, o que significa que está ou já esteve infectada (o que não significa que tenha tido a sintomatologia da doença, pode ter tido a infecção assintomática). O ser humano é infectado após ingerir oocistos expelidos com as fezes por gatos infectados, ou ao comer carne mal cozida de um animal que tenha ingerido o parasita de fezes de felídeos (ovelhas, vacas e porcos, tal como os humanos são infectados). Levando em conta também, que o modo de contaminação mais comum é ingerindo carne mal cozida e contaminada.
É importante que as mulheres grávidas façam o exame que detecta se elas são imunes a toxoplasmose.
O taquizoíto é a forma activa no Homem e nos hospedeiros intermediários, com 5 micrómetros. Invade as células humanas e lá se reproduz por mitose, principalmente nos macrófagos, células musculares e cerebrais. Após ruptura da célula, os parasitas descendentes saem para o exterior e invadem novas células. Na maioria dos casos o sistema imunitário entra em ação e destrói todos os parasitas livres, contudo não detecta aqueles poucos que encistaram. Os indivíduos com sistemas imunitários saudáveis são geralmente assintomáticos. Em indivíduos com SIDA/AIDS, "stress", câncer ou com qualquer outra doença que afete a imunidade, a infecção é grave, pois o sistema imunológico não consegue combater a doença. Se a infecção se der durante a gravidez (o que ocorre em 0,5% das gestações), os parasitas podem atravessar a placenta e infectar o feto, o que pode levar a abortos e a malformações em um terço dos casos, malformações como hidrocefalia podendo também ocorrer neuropatias e oftalmopatias na criança como défices neurológicos e cegueira, mas se a infecção tiver sido antes do início da gravidez não há qualquer perigo, mesmo que existam cistos.
Os cistos contêm uma forma infectante do parasito, que é o bradizoíto, e em vez de se reproduzir rapidamente, formaram antes estruturas derivadas da célula que infectou, forte e resistente, cheia de liquido e onde o parasita se reproduz lentamente. Os cistos crescem e podem afetar negativamente as estruturas em que se situam, mais frequentemente músculos, o cérebro, no coração ou na retina, podendo levar a alterações neurológicas, problemas cardíacos ou cegueira, mas geralmente sem efeitos nefastos. Os cistos permanecem viáveis por muitos anos, mas não se disseminam devido à imunidade eficaz ganha pelo portador, inclusive contra mais oocitos que possam ser ingeridos. Se o indivíduo desenvolver ou for medicado para imunodeficiência, como após transplantes de órgãos, doenças auto-imunes ou na SIDA/AIDS, as formas ativas podem ser reativadas a partir dos cistos, dando origem a problemas sérios, com sintomas como exantemas (pele vermelha), pneumonia, meningoencefalite com danos no cérebro e miocardite, com mortalidade alta.
O diagnóstico é pela sorologia, ou seja, detecção dos anticorpos específicos contra o parasita, como as imunoglobulinas IgM, que só existem nas fases agudas, e IgG que está aumentada na fase crônica da doença.
Na maioria dos casos não é necessário tratamento já que o sistema imunitário geralmente resolve o problema. Na gravidez ou em imunodeprimidos usa-se espiramicina, pirimetamina e sulfadiazina, para controlar a multiplicação do Toxoplasma gondii, mas também deve ser fornecido ao paciente ácido fólínico ou levedura de cerveja, para regularizar o sistema imunológico. Clinicamente é dificil fazer o diagnóstico porque os casos agudos podem levar à morte ou evoluir para a forma crônica. Esta pode assemelhar a outras doenças (mononucleose, por exemplo).
Não existem exames que detectam se os gatos possuem ou não o protozoário Toxoplasma gondii; As mulheres grávidas devem evitar o contato com fezes de gatos, pois estas podem conter oocistos, não ingerir água de origem desconhecida e sem estar fervida, nem carne crua ou mal cozida durante a gravidez. No caso dos gatos, lavar as caixas com água, ferver freqüentemente e nunca tocá-las por mãos sem luvas. Alimentar os gatos com comida enlatada, ração, água fervida ou filtrada, não lhes permitir caçar animais também reduz o risco e nunca alimentá-los com carne crua ou mal passada.
Fonte: Wikipédia
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Bullying
Bullying: é preciso levar a sério ao primeiro sinal
Esse tipo de violência tem sido cada vez mais noticiado e precisa de educadores atentos para evitarem conseqüências desastrosas.

Write Autor('Andréia Barros') , de João Pessoa (PB)
Entre os tantos desafios da escola – está posto mais um. O bullying escolar – termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. “Ninguém sabe como agir”, sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba. “As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa. A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. “Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. Ele concorda que o bullying estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita.

Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema. A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e ao adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos. Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos.
Nesse manual, são apresentados os sintomas mais comuns de vítima desse tipo de agressão, algumas pistas de como identificar os agressores, conselhos para pais e professores sobre como prevenir esse tipo de situação e mostram-se, ainda, quais as conseqüências para os envolvidos. Em parceria com a Universidade Maurício de Nassau, a organização do evento registrou as palestras e as discussões – o material se transformará num vídeo-documentário educativo que será exibido nas escolas da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco. Bullying vai muito além da brincadeira sem graça Esse termo não tem um correspondente em português. Em inglês refere-se à atitude de um bully (valentão). Objeto de estudo pela primeira vez na Noruega, o bullying é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica contra alguém em desvantagem de poder, sem motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre. “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, pedagoga pioneira no estudo do tema no país e autora de Bullying Escolar (Artmed). Segundo ela, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. “Identificamos casos de bullying em escolas das redes pública e privada, rurais e urbanas e até mesmo com crianças de 3 e 4 anos, ainda no Ensino Infantil”, comenta. Para o presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Buylling Escolar, José Augusto Pedra, o fenômeno é uma epidemia psico-social e pode ter conseqüencias graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. “Se observa também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física justamente na hora de ir para escola”, detalha José Pedra. Até as testemunhas sofrem ao conviver diariamente com o problema, mas tendem a omitir os fatos por medo ou insegurança. Geralmente, elas não denunciam e se acostumam com a prática – acabam encarando como natural dentro do ambiente escolar. “O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro. Se for pela internet, no cyberbullying, por exemplo, ela ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um co-autor”, completa Cléo Fante. O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. “O fato de ter conseqüências trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade proporcionou a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”. Como identificar vítima e agressor Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação. “São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola”, explica Cleo Fante, especialista no assunto. Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. “Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas”, exemplifica Guilherme Schelb. Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica. "No futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas", detalha LélioCalhau. Como prevenir o problema na escola Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos. Para os professores, que têm um papel importante na prevenção, alguns conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).
• Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.
• Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância.
• Desenvolva, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.
• Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procure imediatamente a direção da escola.
• Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos. Como a família pode ajudar Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico. Veja as dicas dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).
• Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos.
• Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.
• É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
• Comente o que é o bullying e os oriente que esse tipo de situação não é normal. Ensine-os como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação.
• Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.

Esse tipo de violência tem sido cada vez mais noticiado e precisa de educadores atentos para evitarem conseqüências desastrosas.

Write Autor('Andréia Barros') , de João Pessoa (PB)
Entre os tantos desafios da escola – está posto mais um. O bullying escolar – termo sem tradução exata para o português – tem sido cada vez mais reportado. É um tipo de agressão que pode ser física ou psicológica, ocorre repetidamente e intencionalmente e ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas. “Ninguém sabe como agir”, sentencia a promotora Soraya Escorel, que compõe a comissão organizadora do I Seminário Paraibano sobre Bullying Escolar, que reuniu educadores, profissionais da Justiça e representantes de governos nos dias 28 e 29 de março, em João Pessoa, na Paraíba. “As escolas geralmente se omitem. Os pais não sabem lidar corretamente. As vítimas e as testemunhas se calam. O grande desafio é convocar todos para trabalhar no incentivo a uma cultura de paz e respeito às diferenças individuais”, complementa. A partir dos casos graves, o assunto começou a ganhar espaço em estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos que lidam com Educação. Para Lélio Braga Calhau, promotor de Justiça de Minas Gerais, a imprensa também ajudou a dar visibilidade à importância de se combater o bullying e, por conseqüência, a criminalidade. “Não se tratam aqui de pequenas brincadeiras próprias da infância, mas de casos de violência, em muitos casos de forma velada. Essas agressões morais ou até físicas podem causar danos psicológicos para a criança e o adolescente facilitando posteriormente a entrada dos mesmos no mundo do crime”, avalia o especialista no assunto. Ele concorda que o bullying estimula a delinqüência e induz a outras formas de violência explícita.

Seminário - Organizado pela Promotoria de Justiça da Infância e da Adolescência da Paraíba, em parceria com os governos municipal e estadual e apoio do Colégio Motiva, o evento teve como objetivo, além de debater o assunto, orientar profissionais da Educação e do Judiciário sobre como lidar com esse problema. A Promotoria de Justiça elaborou um requerimento para acrescentar os casos de bullying ao Disque 100, número nacional criado para denunciar crimes contra a criança e ao adolescente. O documento será enviado para o Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos. Durante o encontro também foi lançada uma publicação a ser distribuída para as escolas paraibanas, com o objetivo de evidenciar a importância de um trabalho educativo em todos os cenários em que o bullying possa estar presente – na escola, no ambiente de trabalho ou mesmo entre vizinhos.

Nesse manual, são apresentados os sintomas mais comuns de vítima desse tipo de agressão, algumas pistas de como identificar os agressores, conselhos para pais e professores sobre como prevenir esse tipo de situação e mostram-se, ainda, quais as conseqüências para os envolvidos. Em parceria com a Universidade Maurício de Nassau, a organização do evento registrou as palestras e as discussões – o material se transformará num vídeo-documentário educativo que será exibido nas escolas da Paraíba, da Bahia e de Pernambuco. Bullying vai muito além da brincadeira sem graça Esse termo não tem um correspondente em português. Em inglês refere-se à atitude de um bully (valentão). Objeto de estudo pela primeira vez na Noruega, o bullying é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica contra alguém em desvantagem de poder, sem motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre. “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, pedagoga pioneira no estudo do tema no país e autora de Bullying Escolar (Artmed). Segundo ela, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. “Identificamos casos de bullying em escolas das redes pública e privada, rurais e urbanas e até mesmo com crianças de 3 e 4 anos, ainda no Ensino Infantil”, comenta. Para o presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Buylling Escolar, José Augusto Pedra, o fenômeno é uma epidemia psico-social e pode ter conseqüencias graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. “Se observa também uma mudança de comportamento. As vítimas ficam isoladas, se tornam agressivas e reclamam de alguma dor física justamente na hora de ir para escola”, detalha José Pedra. Até as testemunhas sofrem ao conviver diariamente com o problema, mas tendem a omitir os fatos por medo ou insegurança. Geralmente, elas não denunciam e se acostumam com a prática – acabam encarando como natural dentro do ambiente escolar. “O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro. Se for pela internet, no cyberbullying, por exemplo, ela ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um co-autor”, completa Cléo Fante. O bullying, de fato, sempre existiu. O que ocorre é que, com a influência da televisão e da internet, os apelidos pejorativos foram tomando outras proporções. “O fato de ter conseqüências trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade proporcionou a necessidade de se discutir de forma mais séria o tema”, aponta Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro “Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil”. Como identificar vítima e agressor Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos – essas são algumas das características mais usuais das vítimas. De certa forma, o bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas mais retraídas, inseguras. Essas características acabam fazendo com que elas não peçam ajuda e, em geral, elas se sentem desamparadas e encontram dificuldades de aceitação. “São presas fáceis, submissas e vulneráveis aos valentões da escola”, explica Cleo Fante, especialista no assunto. Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. “Também pode acontecer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas”, exemplifica Guilherme Schelb. Os agressores são geralmente os líderes da turma, os mais populares – aqueles que gostam de colocar apelidos nos mais frágeis. Assim como a vítima, ele também precisa de ajuda psicológica. "No futuro, este adulto pode ter um comportamento de assediador moral no trabalho e, pior, utilizar da violência e adotar atitudes delinqüentes ou criminosas", detalha LélioCalhau. Como prevenir o problema na escola Para evitar o bullying, as escolas devem investir em prevenção e estimular a discussão aberta com todos os atores da cena escolar, incluindo pais e alunos. Para os professores, que têm um papel importante na prevenção, alguns conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).
• Observe com atenção o comportamento dos alunos, dentro e fora de sala de aula, e perceba se há quedas bruscas individuais no rendimento escolar.
• Incentive a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças através de conversas, trabalhos didáticos e até de campanhas de incentivo à paz e à tolerância.
• Desenvolva, desde já, dentro de sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos.
• Quando um estudante reclamar ou denunciar o bullying, procure imediatamente a direção da escola.
• Muitas vezes, a instituição trata de forma inadequada os casos relatados. A responsabilidade é, sim, da escola, mas a solução deve ser em conjunto com os pais dos alunos envolvidos. Como a família pode ajudar Os pais devem estar alertas para o problema – seja o filho vítima ou agressor pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico. Veja as dicas dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (Artmed).
• Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos.
• Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.
• É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
• Comente o que é o bullying e os oriente que esse tipo de situação não é normal. Ensine-os como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação.
• Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.

Indisciplina Escolar
Indisciplina escolar na atualidade
por Priscila de Faria Gaspar - priscilagaspar@terra.com.br
A indisciplina escolar sempre foi um entrave ao bom andamento pedagógico. Hoje, porém, as escolas passam por um momento crítico uma vez que essa situação vem se agravando progressivamente. Ocorrências diárias, dentro e fora das salas de aula, refletem-se na família e em outras instituições da sociedade. Por outro lado, a indisciplina escolar pode ser vista como um mero reflexo da indisciplina generalizada em que se encontra a humanidade atualmente. Diante do caos instalado, professores e dirigentes não conseguem exercer seu papel de autoridade, sentindo-se impotentes. O detentor do conhecimento perdeu seu valor e seu lugar na hierarquia escolar, pois o conhecimento em si já não é valorizado pelos meios de comunicação de massa, com raríssimas exceções. A maior atribuição de valor é dada ao prazer individual imediato, não importa se obtido de forma lícita ou não. Primeiramente é preciso definir o que seja indisciplina, conceito que pode ser interpretado de diversas formas. A princípio, um sujeito indisciplinado é o que apresenta um comportamento desviante de uma norma social. Dessa forma, o que é considerado comportamento normal em dado segmento da sociedade pode ser visto como indisciplina em outro contexto, dependendo das normas explícitas ou implícitas que estejam sendo desrespeitadas. Com base nessa definição, é de suma importância verificar, então, quais são essas normas e até que ponto as normas implícitas estão claras. Muitas vezes as normas explícitas (Regimento Escolar, por exemplo) não são tão explícitas quanto deveriam ser, ou seja, não chegam ao conhecimento de todos e seu cumprimento não é realizado sequer por professores e funcionários, dando a impressão de que tais normas não têm valor. Já as normas implícitas têm, muitas vezes, relação direta com a educação recebida em casa. Assim, espera-se que o aluno saiba que deve bater na porta e aguardar permissão antes de entrar em sala. No entanto, o que se observa na prática é que tal conduta nunca lhe foi ensinada ou cobrada. A indisciplina se manifesta em diferentes níveis, indo de pequenas perturbações (como entrar sem bater, interrompendo a aula) até o vandalismo e os atos de violência contra a pessoa física. Infelizmente, na atualidade, as perturbações são vistas como ocorrências normais e inevitáveis, considerando-se como indisciplina apenas as transgressões de maior vulto, como agressões, destruição e roubo. Se por um lado as normas não são claras, por outro vivemos um momento cultural em que a sociedade como um todo desvaloriza as regras da boa convivência. Valorizado pela mídia é o levar vantagem, o tirar proveito, ou seja: individualismo em primeiro lugar na busca pelo prazer e satisfação imediata. Atitudes antes observadas em uma minoria de adolescentes, hoje são amplamente generalizadas em estudantes de todos os níveis de ensino, como: apatia, conversas, troca de mensagens escritas, exibicionismo (com comentários, posturas ou roupas/acessórios), desrespeito aos horários de entrada e saída da sala de aula, atividades de lazer durante a aula (ouvir música, ler revistas, jogos eletrônicos etc.), perguntas colocadas propositadamente para desvalorizar o professor ou o conteúdo, entre outros. Além dessas, extremamente freqüentes, também ocorrem agressões (a colegas, professores e funcionários), furtos, provocações (sexuais, racistas ou com outros teores preconceituosos), desvalorização e destruição de objetos, móveis e da estrutura física da escola, sendo estas últimas claras manifestações da agressividade reprimida do estudante. Muito se poderia colocar acerca das supostas causas da indisciplina, teorizar a respeito do ser humano enquanto ser social, do papel da família e da escola na sociedade. No entanto, o que mais necessitamos na atualidade é de medidas práticas que possam auxiliar os professores e a direção da escola a lidar com tal problema. Nesse ponto, a teoria psicanalítica pode ser uma ferramenta muito útil, permitindo que os educadores identifiquem mecanismos psíquicos que atuam inconscientemente nas relações sociais. A abordagem da psicanálise facilita a compreensão da dinâmica do grupo e instrumentaliza o educador para interferir nela, retomando sua posição de autoridade. Dessa forma, faz com que o professor se coloque como sujeito atuante em sala de aula e não mero objeto manipulado pelos alunos ou pela direção da escola. Ser o sujeito que atua, para o educador, é a única forma de fazer com que os estudantes também venham a tornar-se sujeitos, ou seja: de objetos manipulados pela mídia transformem-se em indivíduos responsáveis pelos próprios atos e pelas conseqüências de suas escolhas. Conhecer as instâncias psíquicas e os mecanismos de defesa que atuam no aluno leva o educador a perceber no agressor um ser reprimido que necessita ser ouvido. Com isso aumenta a empatia e melhora significativamente a relação professor-aluno. Consciente dos mecanismos da projeção, da transferência e da contratransferência, o professor é capacitado a identificá-los na relação professor-aluno e, conseqüentemente, impedir a continuidade de ciclos viciosos do comportamento.
por Priscila de Faria Gaspar - priscilagaspar@terra.com.br
A indisciplina escolar sempre foi um entrave ao bom andamento pedagógico. Hoje, porém, as escolas passam por um momento crítico uma vez que essa situação vem se agravando progressivamente. Ocorrências diárias, dentro e fora das salas de aula, refletem-se na família e em outras instituições da sociedade. Por outro lado, a indisciplina escolar pode ser vista como um mero reflexo da indisciplina generalizada em que se encontra a humanidade atualmente. Diante do caos instalado, professores e dirigentes não conseguem exercer seu papel de autoridade, sentindo-se impotentes. O detentor do conhecimento perdeu seu valor e seu lugar na hierarquia escolar, pois o conhecimento em si já não é valorizado pelos meios de comunicação de massa, com raríssimas exceções. A maior atribuição de valor é dada ao prazer individual imediato, não importa se obtido de forma lícita ou não. Primeiramente é preciso definir o que seja indisciplina, conceito que pode ser interpretado de diversas formas. A princípio, um sujeito indisciplinado é o que apresenta um comportamento desviante de uma norma social. Dessa forma, o que é considerado comportamento normal em dado segmento da sociedade pode ser visto como indisciplina em outro contexto, dependendo das normas explícitas ou implícitas que estejam sendo desrespeitadas. Com base nessa definição, é de suma importância verificar, então, quais são essas normas e até que ponto as normas implícitas estão claras. Muitas vezes as normas explícitas (Regimento Escolar, por exemplo) não são tão explícitas quanto deveriam ser, ou seja, não chegam ao conhecimento de todos e seu cumprimento não é realizado sequer por professores e funcionários, dando a impressão de que tais normas não têm valor. Já as normas implícitas têm, muitas vezes, relação direta com a educação recebida em casa. Assim, espera-se que o aluno saiba que deve bater na porta e aguardar permissão antes de entrar em sala. No entanto, o que se observa na prática é que tal conduta nunca lhe foi ensinada ou cobrada. A indisciplina se manifesta em diferentes níveis, indo de pequenas perturbações (como entrar sem bater, interrompendo a aula) até o vandalismo e os atos de violência contra a pessoa física. Infelizmente, na atualidade, as perturbações são vistas como ocorrências normais e inevitáveis, considerando-se como indisciplina apenas as transgressões de maior vulto, como agressões, destruição e roubo. Se por um lado as normas não são claras, por outro vivemos um momento cultural em que a sociedade como um todo desvaloriza as regras da boa convivência. Valorizado pela mídia é o levar vantagem, o tirar proveito, ou seja: individualismo em primeiro lugar na busca pelo prazer e satisfação imediata. Atitudes antes observadas em uma minoria de adolescentes, hoje são amplamente generalizadas em estudantes de todos os níveis de ensino, como: apatia, conversas, troca de mensagens escritas, exibicionismo (com comentários, posturas ou roupas/acessórios), desrespeito aos horários de entrada e saída da sala de aula, atividades de lazer durante a aula (ouvir música, ler revistas, jogos eletrônicos etc.), perguntas colocadas propositadamente para desvalorizar o professor ou o conteúdo, entre outros. Além dessas, extremamente freqüentes, também ocorrem agressões (a colegas, professores e funcionários), furtos, provocações (sexuais, racistas ou com outros teores preconceituosos), desvalorização e destruição de objetos, móveis e da estrutura física da escola, sendo estas últimas claras manifestações da agressividade reprimida do estudante. Muito se poderia colocar acerca das supostas causas da indisciplina, teorizar a respeito do ser humano enquanto ser social, do papel da família e da escola na sociedade. No entanto, o que mais necessitamos na atualidade é de medidas práticas que possam auxiliar os professores e a direção da escola a lidar com tal problema. Nesse ponto, a teoria psicanalítica pode ser uma ferramenta muito útil, permitindo que os educadores identifiquem mecanismos psíquicos que atuam inconscientemente nas relações sociais. A abordagem da psicanálise facilita a compreensão da dinâmica do grupo e instrumentaliza o educador para interferir nela, retomando sua posição de autoridade. Dessa forma, faz com que o professor se coloque como sujeito atuante em sala de aula e não mero objeto manipulado pelos alunos ou pela direção da escola. Ser o sujeito que atua, para o educador, é a única forma de fazer com que os estudantes também venham a tornar-se sujeitos, ou seja: de objetos manipulados pela mídia transformem-se em indivíduos responsáveis pelos próprios atos e pelas conseqüências de suas escolhas. Conhecer as instâncias psíquicas e os mecanismos de defesa que atuam no aluno leva o educador a perceber no agressor um ser reprimido que necessita ser ouvido. Com isso aumenta a empatia e melhora significativamente a relação professor-aluno. Consciente dos mecanismos da projeção, da transferência e da contratransferência, o professor é capacitado a identificá-los na relação professor-aluno e, conseqüentemente, impedir a continuidade de ciclos viciosos do comportamento.
Infarto
Infarto precoce
Estresse e vida competitiva são os vilões do aumento da incidência de infarto entre jovens.
Nos últimos anos, o índice de infarto do miocárdio em jovens vem aumentando. Mas porque isso está ocorrendo? “Antigamente pessoas acima de 60 anos eram as que mais sofriam do problema. Hoje, homens acima dos 50 anos já apresentam o problema, se não houver histórico familiar agressivo. Já as mulheres ficam mais vulneráveis após a menopausa devido à falta de proteção hormonal”, alerta Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista.
Os jovens com histórico na família devem começar a prevenção desde cedo por conta da tendência em desenvolver a doença. Segundo Dr. Pastore, a alta incidência entre os mais jovens é reflexo do uso de drogas ou porque “o filme está passando mais depressa”, isto é, a vida está muito mais competitiva, o estresse é enorme, sedentarismo, fumo, alimentação irregular e, principalmente, a vida emocional. São muitos os fatores que contribuem para desencadear a doença, mas a melhor a saída ainda é a prevenção.
Um dos fatores que deve ser considerado é o estado emocional. “Quando se fala em infarto, a preocupação imediata recai sobre a hipertensão, os níveis elevados de colesterol, os malefícios do fumo. Muitos se esquecem dos efeitos negativos dos fatores emocionais sobre os males do coração”, explica o médico. Esse tema tem sido abordado com destaque entre os profissionais, pois verificou-se que estados depressivos antecediam os infartos, sugerindo que, se a pessoa baixar a guarda, a probabilidade de um problema como este aumenta. Por isso, a depressão passou a ser vista como fator de risco tão importante quanto o colesterol, a pressão alta ou o cigarro.
Hoje, ninguém mais contesta a importância de estar atento ao lado emocional dos pacientes, antes e depois do infarto, porque a depressão custa a desaparecer. Indivíduos que tiveram um infarto ou foram revascularizados necessitam de suporte psicoterápico e familiar, pois costumam evoluir melhor do que aqueles que não recebem cuidados e carinho das pessoas que os cercam.
A prevenção é sempre uma boa saída. Por isso, pratique bons hábitos, procure ter uma dieta adequada, invista em exercícios físicos, abandone o fumo, consuma bebidas alcoólicas com moderação e, principalmente, cuide da vida emocional.
Consultoria: Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor e autor do livro “Dicas de Saúde”.
Saúde: mulheres nunca estiveram tão expostas ao infarto
As mulheres aproveitaram as transformações ocorridas no final do século passado, conquistaram direitos sociais e políticos, passaram a ocupar importantes postos de trabalho nas empresas e importantes cadeiras nas universidades. Essa mudança de postura as obrigou a mudar consideravelmente o estilo de vida, fazendo-as enfrentar as agruras do estressante mercado de trabalho. Nessa incursão, elas tiveram comprometidos o bem-estar, a qualidade de vida, a saúde e, até mesmo, a longevidade. Com efeito, as mulheres nunca estiveram tão expostas ao infarto, doença tradicionalmente masculina. De acordo com o cardiologista Eduardo Zen, entram como vilões nessa história a péssima qualidade na alimentação, a falta de uma atividade física regular, o estresse e o tabagismo.A incidência de doenças cardiovasculares entre elas está aumentando. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. Apesar de o risco de câncer de mama ser a principal preocupação das mulheres, sabemos que a maior incidência de morte se refere às doenças cardiovasculares, um índice de 53% quando comparado aos 4% do câncer de mama.Dados da American Heart Association demonstram que cerca de 60% das mulheres não têm conhecimento suficiente sobre doenças cardiovasculares, embora mais de 90% delas reconheçam que atividade física regular, redução de peso, controle do estresse e hábitos alimentares mais saudáveis, com redução de sal e colesterol na dieta, são medidas importantes para a redução do risco cardiovascular.Exames preventivosConforme Alexandre Cury, cardiologista do Curitiba Santa Casa/Dasa, um melhor entendimento dos fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol, história familiar, tabagismo, obesidade, estresse e depressão, pode ajudar a controlar o aparecimento e a progressão dessas doenças, principalmente se a prevenção começar o mais precocemente possível. Para o médico, seria ideal que a mulher adotasse hábitos saudáveis e preventivos desde cedo, de modo que ela apresentasse menos fatores de risco quando chegasse aos 50 anos. "Ela poderia ter um risco menor de doença cardiovascular e uma vida notadamente mais longa e saudável", assegura o especialista. O médico revela que as mulheres apresentam os mesmos fatores de risco da doença coronariana que os homens e esses fatores podem afetá-las de maneira diferente. "Devido à diferença no risco entre homens e mulheres, os esforços para prevenção e educação tradicionalmente foram direcionados aos homens", reconhece Cury. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a doença coronariana afeta significativamente as mulheres.Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, as mulheres morrem mais que os homens de doenças cardíacas. A confirmação vem da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Para piorar, grande parte delas não realiza exames preventivos com frequência, desconhecendo, por exemplo, o índice de sua taxa de colesterol. "Muitas não fazem nem idéia de que estão correndo risco de sofrer um ataque cardíaco", lamenta Eduardo Zen.Na infânciaAs recomendações que assustam os homens - mesmo que apenas um número ínfimo busque os check-ups preventivos -parece que, entre as mulheres, não encontram a mesma ressonância. O resultado desse pouco caso é comprovado por pesquisas divulgadas pela SBC: a doença cardiovascular é a principal causa de morte em mulheres com mais de 35 anos. O cardiologista José Roberto Barreto explica que um infarto costuma ser construído ao longo dos anos. "Ele é resultante da obstrução coronariana causada pelo excesso de gordura - colesterol e triglicérides - no sangue", esclarece. Assim, as placas de ateromas - camadas de gordura depositadas nas paredes arteriais - impedem que a irrigação sanguínea e o oxigênio cheguem ao coração, ocasionando assim a morte de uma parte do miocárdio. "O quadro piora se a paciente, por exemplo, sofre de diabetes, tiver antecedentes familiares de doenças cardíacas ou sofrer de estresse crônico", complementa o especialista.Para Eduardo Zen, a mulher deve começar a se preocupar com o coração a partir dos 35 anos, quando os problemas se tornam mais evidentes. Muitas pacientes de alto risco não têm sintomas e não sabem que correm perigo. Para ele, a prevenção de doenças cardiovasculares pode e deve começar na infância. Dá para começar combatendo pelo menos dois fatores de risco importantes: o sedentarismo e a obesidade. Todas as mulheres, mesmo antes de passar pela menopausa - onde os problemas se agravam, devem colocar na sua agenda uma visita anual ao cardiologista. "Sempre é tempo de modificar hábitos e viver de forma sadia", finaliza o especialista.
Números vermelhos
* Mulheres têm o dobro de risco que os homens de morrer após uma cirurgia de ponte de safena.
* Um terço das mulheres apresentam sintomas cardiovasculares atípicos, por isso não reconhecem nem tratam os sintomas dessas doenças.
* 38% das mulheres morrem após um ano de sofrer o primeiro ataque cardíaco.
* 35% das sobreviventes ao primeiro ataque têm outro em seis anos, em média.
* A maioria das mulheres só busca auxílio médico quando a situação já se tornou grave.
Fatores de risco
* Fumo
* Anticoncepcional
* Colesterol elevado
* Diabetes
* Obesidade
* Sedentarismo
* Pressão arterial elevada
Estresse e vida competitiva são os vilões do aumento da incidência de infarto entre jovens.
Nos últimos anos, o índice de infarto do miocárdio em jovens vem aumentando. Mas porque isso está ocorrendo? “Antigamente pessoas acima de 60 anos eram as que mais sofriam do problema. Hoje, homens acima dos 50 anos já apresentam o problema, se não houver histórico familiar agressivo. Já as mulheres ficam mais vulneráveis após a menopausa devido à falta de proteção hormonal”, alerta Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista.
Os jovens com histórico na família devem começar a prevenção desde cedo por conta da tendência em desenvolver a doença. Segundo Dr. Pastore, a alta incidência entre os mais jovens é reflexo do uso de drogas ou porque “o filme está passando mais depressa”, isto é, a vida está muito mais competitiva, o estresse é enorme, sedentarismo, fumo, alimentação irregular e, principalmente, a vida emocional. São muitos os fatores que contribuem para desencadear a doença, mas a melhor a saída ainda é a prevenção.
Um dos fatores que deve ser considerado é o estado emocional. “Quando se fala em infarto, a preocupação imediata recai sobre a hipertensão, os níveis elevados de colesterol, os malefícios do fumo. Muitos se esquecem dos efeitos negativos dos fatores emocionais sobre os males do coração”, explica o médico. Esse tema tem sido abordado com destaque entre os profissionais, pois verificou-se que estados depressivos antecediam os infartos, sugerindo que, se a pessoa baixar a guarda, a probabilidade de um problema como este aumenta. Por isso, a depressão passou a ser vista como fator de risco tão importante quanto o colesterol, a pressão alta ou o cigarro.
Hoje, ninguém mais contesta a importância de estar atento ao lado emocional dos pacientes, antes e depois do infarto, porque a depressão custa a desaparecer. Indivíduos que tiveram um infarto ou foram revascularizados necessitam de suporte psicoterápico e familiar, pois costumam evoluir melhor do que aqueles que não recebem cuidados e carinho das pessoas que os cercam.
A prevenção é sempre uma boa saída. Por isso, pratique bons hábitos, procure ter uma dieta adequada, invista em exercícios físicos, abandone o fumo, consuma bebidas alcoólicas com moderação e, principalmente, cuide da vida emocional.
Consultoria: Dr. Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor e autor do livro “Dicas de Saúde”.
Saúde: mulheres nunca estiveram tão expostas ao infarto
As mulheres aproveitaram as transformações ocorridas no final do século passado, conquistaram direitos sociais e políticos, passaram a ocupar importantes postos de trabalho nas empresas e importantes cadeiras nas universidades. Essa mudança de postura as obrigou a mudar consideravelmente o estilo de vida, fazendo-as enfrentar as agruras do estressante mercado de trabalho. Nessa incursão, elas tiveram comprometidos o bem-estar, a qualidade de vida, a saúde e, até mesmo, a longevidade. Com efeito, as mulheres nunca estiveram tão expostas ao infarto, doença tradicionalmente masculina. De acordo com o cardiologista Eduardo Zen, entram como vilões nessa história a péssima qualidade na alimentação, a falta de uma atividade física regular, o estresse e o tabagismo.A incidência de doenças cardiovasculares entre elas está aumentando. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. Apesar de o risco de câncer de mama ser a principal preocupação das mulheres, sabemos que a maior incidência de morte se refere às doenças cardiovasculares, um índice de 53% quando comparado aos 4% do câncer de mama.Dados da American Heart Association demonstram que cerca de 60% das mulheres não têm conhecimento suficiente sobre doenças cardiovasculares, embora mais de 90% delas reconheçam que atividade física regular, redução de peso, controle do estresse e hábitos alimentares mais saudáveis, com redução de sal e colesterol na dieta, são medidas importantes para a redução do risco cardiovascular.Exames preventivosConforme Alexandre Cury, cardiologista do Curitiba Santa Casa/Dasa, um melhor entendimento dos fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol, história familiar, tabagismo, obesidade, estresse e depressão, pode ajudar a controlar o aparecimento e a progressão dessas doenças, principalmente se a prevenção começar o mais precocemente possível. Para o médico, seria ideal que a mulher adotasse hábitos saudáveis e preventivos desde cedo, de modo que ela apresentasse menos fatores de risco quando chegasse aos 50 anos. "Ela poderia ter um risco menor de doença cardiovascular e uma vida notadamente mais longa e saudável", assegura o especialista. O médico revela que as mulheres apresentam os mesmos fatores de risco da doença coronariana que os homens e esses fatores podem afetá-las de maneira diferente. "Devido à diferença no risco entre homens e mulheres, os esforços para prevenção e educação tradicionalmente foram direcionados aos homens", reconhece Cury. No entanto, está ficando cada vez mais evidente que a doença coronariana afeta significativamente as mulheres.Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, as mulheres morrem mais que os homens de doenças cardíacas. A confirmação vem da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Para piorar, grande parte delas não realiza exames preventivos com frequência, desconhecendo, por exemplo, o índice de sua taxa de colesterol. "Muitas não fazem nem idéia de que estão correndo risco de sofrer um ataque cardíaco", lamenta Eduardo Zen.Na infânciaAs recomendações que assustam os homens - mesmo que apenas um número ínfimo busque os check-ups preventivos -parece que, entre as mulheres, não encontram a mesma ressonância. O resultado desse pouco caso é comprovado por pesquisas divulgadas pela SBC: a doença cardiovascular é a principal causa de morte em mulheres com mais de 35 anos. O cardiologista José Roberto Barreto explica que um infarto costuma ser construído ao longo dos anos. "Ele é resultante da obstrução coronariana causada pelo excesso de gordura - colesterol e triglicérides - no sangue", esclarece. Assim, as placas de ateromas - camadas de gordura depositadas nas paredes arteriais - impedem que a irrigação sanguínea e o oxigênio cheguem ao coração, ocasionando assim a morte de uma parte do miocárdio. "O quadro piora se a paciente, por exemplo, sofre de diabetes, tiver antecedentes familiares de doenças cardíacas ou sofrer de estresse crônico", complementa o especialista.Para Eduardo Zen, a mulher deve começar a se preocupar com o coração a partir dos 35 anos, quando os problemas se tornam mais evidentes. Muitas pacientes de alto risco não têm sintomas e não sabem que correm perigo. Para ele, a prevenção de doenças cardiovasculares pode e deve começar na infância. Dá para começar combatendo pelo menos dois fatores de risco importantes: o sedentarismo e a obesidade. Todas as mulheres, mesmo antes de passar pela menopausa - onde os problemas se agravam, devem colocar na sua agenda uma visita anual ao cardiologista. "Sempre é tempo de modificar hábitos e viver de forma sadia", finaliza o especialista.
Números vermelhos
* Mulheres têm o dobro de risco que os homens de morrer após uma cirurgia de ponte de safena.
* Um terço das mulheres apresentam sintomas cardiovasculares atípicos, por isso não reconhecem nem tratam os sintomas dessas doenças.
* 38% das mulheres morrem após um ano de sofrer o primeiro ataque cardíaco.
* 35% das sobreviventes ao primeiro ataque têm outro em seis anos, em média.
* A maioria das mulheres só busca auxílio médico quando a situação já se tornou grave.
Fatores de risco
* Fumo
* Anticoncepcional
* Colesterol elevado
* Diabetes
* Obesidade
* Sedentarismo
* Pressão arterial elevada
sábado, 3 de outubro de 2009
Poluição do Ar na cidade de Garça-SP
Garça é uma cidade maravilhosa que oferece aos seus cidadãos um alto índice de qualidade de vida. Mas infelizmente temos que conviver com um péssimo exemplo que vai contra todas as recomendações que visam proteger o meio ambiente : as queimadas. E não percebemos esforço algum por parte das nossas autoridades em solucionar o problema e punir os responsáveis. Enquanto isso vamos convivendo com a fumaça, com a fuligem e outros males provocados pela poluição.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Gravidez na Adolescência
Gravidez na Adolescência

A gravidez precoce está se tornando cada vez mais comum na sociedade contemporânea, pois os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais cedo. A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Com isso, entramos em outra polêmica, o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as conseqüências. Por isso o número de mães jovens e solteiras vem crescendo consideravelmente. É muito importante que haja diálogo entre os pais, os professores e os próprios adolescentes, como forma de esclarecimento e informação.
Mas o que acontece é que muitos pais acham constrangedor ter um diálogo aberto com seus filhos, essa falta de diálogo gera jovens mal instruídos que iniciam a vida sexual sem o mínimo de conhecimento. Alguns especialistas afirmam que quando o jovem tem um bom diálogo com os pais, quando a escola promove explicações sobre como se prevenir, o tempo certo em que o corpo está pronto para ter relações e gerar um filho, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis. O prazer momentâneo que os jovens sentem durante a relação sexual transforma-se em uma situação desconfortável quando descobrem a gravidez.
É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente comece o pré-natal, receba o apoio da família, em especial dos pais, tenha auxílio de um profissional da área de psicologia para trabalhar o emocional dessa adolescente. Dessa forma, ela terá uma gravidez tranqüila, terá perspectivas mais positivas em relação a ser mãe, pois muitas entram em depressão por achar que a gravidez significa o fim de sua vida e de sua liberdade.
Por Eliene PercíliaEquipe Brasil Escola
Sinais de Gravidez
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No período em que a mulher tem um embrião dentro de si em desenvolvimento, seu organismo passa por alterações que se acentuam a cada dia de acordo com o desenvolvimento do bebê. Dentre todos os sinais que uma mulher percebe ao engravidar, a ausência da menstruação é a mais evidente.
A menstruação nesse período é evitada pelo hormônio produzido a partir da fecundação chamado gonadotrofina. Existem mulheres que apresentam uma menstruação mais leve no primeiro mês, ocorre quando o óvulo fertilizado se hospeda no revestimento uterino provocando tal sangramento.
Dentre os inúmeros sinais que evidenciam a gravidez podemos citar: enjôo, mal-estar, mamas inchadas e sensíveis, cansaço diário, pressão na bexiga, fadiga, aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, estresse, prisão de ventre, fome em excesso, inchaço, irritabilidade, aumento da necessidade de urinar, aumento da secreção vaginal, rejeição a cheiros e outros.
Ao apresentar alguns destes sinais, a mulher deve procurar um médico para que seja realizado um exame de sangue para confirmar a condição e a partir desta confirmação, que também pode ser feita por um exame de farmácia, a mulher passa a seguir orientações médicas acerca da nutrição, exercícios físicos e de relaxamento. Sinais como sangramentos, dor de cabeça forte e persistente, tontura, cólicas, febre, calafrios, secreção vaginal anormal e outros devem ser relatados ao médico, pois tais sinais podem revelar alguma anormalidade no organismo materno ou no desenvolvimento do bebê.
Por Gabriela CabralEquipe Brasil Escola
Exame Pré-Natal
Pré-Natal é o nome dado ao acompanhamento médico dedicado a mulher e ao bebê durante todo o período gestacional. Neste acompanhamento o médico dá instruções à futura mamãe, como cuidados com a alimentação, formas de se manter confortável, estimulação do bico do seio, polivitamínicos a serem ingeridos e outras bem como a realização de exames. As consultas devem ser iniciadas o quanto antes para que sejam feitos os exames necessários que garantirão a saúde da gestante e do bebê bem como a detecção de alguma doença ou disfunção, se houver. Os exames identificam gestações normais e gestações de alto risco que assim é considerada quando apresentam alguma doença na mãe ou no bebê. Os exames solicitados são: Hemograma completo; Glicemia; Tipagem sanguínea; Urina; Papanicolaou; Sorologia para detectar ou não toxoplasmose e rubéola; Avaliação de infecções para detectar ou não sífilis, hepatite B, AIDS. No pré-natal, o médico também irá controlar o ganho de peso pela gestante que não deve ultrapassar 12 kg, pois o ganho excessivo de peso pode desencadear problemas como hipertensão, diabetes gestacional, retenção de líquidos e outros. A hipertensão é a causa mais freqüente de gravidez de alto risco, pois pode desenvolver pré-eclampsia e trazer complicações mais sérias que podem colocar a vida da mãe e do bebê em risco. A gestante também deve fazer um pré-natal odontológico que auxiliará na sua higienização bucal e do bebê, já que neste período as motivações da gestante estão todas voltadas às preparações para a chegada do bebê. Neste período, a gestante sente muita indisposição e “preguiça” e algumas deixam de lado a escovação.
Aborto
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A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gravidezes. Ele é caracterizado pelo término da gestação de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião. Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes. Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante. Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos. Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública. Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados. Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.
Por Mariana AraguaiaGraduada em BiologiaEquipe Brasil Escola
Parto

É o momento do nascimento do feto, quando esse sai da proteção do útero materno para vivenciar novas experiências no mundo que lhe é apresentado. O parto gera muitas expectativas nos pais, em especial se irá ocorrer tudo bem, se irá durar muito tempo, entre outras. Existem vários tipos de partos, cabe ao médico e à paciente escolher o mais adequado. É muito importante para a mulher que o pai da criança esteja presente na hora do parto, pois é uma forma de demonstrar que ele está presente e que a mulher o terá ao seu lado na criação do filho. Normalmente o tipo de parto é escolhido de acordo com a posição do feto, considerando também a vontade da mãe. Muitas complicações geradas durante o parto foram diminuídas consideravelmente com a criação de novas técnicas e pelo fato da mãe ter feito o pré-natal corretamente. É extremamente importante que a gestante faça o acompanhamento médico de forma a evitar riscos para o bebê durante seu nascimento.

A gravidez precoce está se tornando cada vez mais comum na sociedade contemporânea, pois os adolescentes estão iniciando a vida sexual mais cedo. A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebê, muito menos de uma família. Com isso, entramos em outra polêmica, o de mães solteiras, por serem muito jovens os rapazes e as moças não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez um dos dois abandona a relação sem se importar com as conseqüências. Por isso o número de mães jovens e solteiras vem crescendo consideravelmente. É muito importante que haja diálogo entre os pais, os professores e os próprios adolescentes, como forma de esclarecimento e informação.
Mas o que acontece é que muitos pais acham constrangedor ter um diálogo aberto com seus filhos, essa falta de diálogo gera jovens mal instruídos que iniciam a vida sexual sem o mínimo de conhecimento. Alguns especialistas afirmam que quando o jovem tem um bom diálogo com os pais, quando a escola promove explicações sobre como se prevenir, o tempo certo em que o corpo está pronto para ter relações e gerar um filho, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis. O prazer momentâneo que os jovens sentem durante a relação sexual transforma-se em uma situação desconfortável quando descobrem a gravidez.
É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente comece o pré-natal, receba o apoio da família, em especial dos pais, tenha auxílio de um profissional da área de psicologia para trabalhar o emocional dessa adolescente. Dessa forma, ela terá uma gravidez tranqüila, terá perspectivas mais positivas em relação a ser mãe, pois muitas entram em depressão por achar que a gravidez significa o fim de sua vida e de sua liberdade.
Por Eliene PercíliaEquipe Brasil Escola
Sinais de Gravidez
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No período em que a mulher tem um embrião dentro de si em desenvolvimento, seu organismo passa por alterações que se acentuam a cada dia de acordo com o desenvolvimento do bebê. Dentre todos os sinais que uma mulher percebe ao engravidar, a ausência da menstruação é a mais evidente.
A menstruação nesse período é evitada pelo hormônio produzido a partir da fecundação chamado gonadotrofina. Existem mulheres que apresentam uma menstruação mais leve no primeiro mês, ocorre quando o óvulo fertilizado se hospeda no revestimento uterino provocando tal sangramento.
Dentre os inúmeros sinais que evidenciam a gravidez podemos citar: enjôo, mal-estar, mamas inchadas e sensíveis, cansaço diário, pressão na bexiga, fadiga, aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, estresse, prisão de ventre, fome em excesso, inchaço, irritabilidade, aumento da necessidade de urinar, aumento da secreção vaginal, rejeição a cheiros e outros.
Ao apresentar alguns destes sinais, a mulher deve procurar um médico para que seja realizado um exame de sangue para confirmar a condição e a partir desta confirmação, que também pode ser feita por um exame de farmácia, a mulher passa a seguir orientações médicas acerca da nutrição, exercícios físicos e de relaxamento. Sinais como sangramentos, dor de cabeça forte e persistente, tontura, cólicas, febre, calafrios, secreção vaginal anormal e outros devem ser relatados ao médico, pois tais sinais podem revelar alguma anormalidade no organismo materno ou no desenvolvimento do bebê.
Por Gabriela CabralEquipe Brasil Escola
Exame Pré-Natal
Pré-Natal é o nome dado ao acompanhamento médico dedicado a mulher e ao bebê durante todo o período gestacional. Neste acompanhamento o médico dá instruções à futura mamãe, como cuidados com a alimentação, formas de se manter confortável, estimulação do bico do seio, polivitamínicos a serem ingeridos e outras bem como a realização de exames. As consultas devem ser iniciadas o quanto antes para que sejam feitos os exames necessários que garantirão a saúde da gestante e do bebê bem como a detecção de alguma doença ou disfunção, se houver. Os exames identificam gestações normais e gestações de alto risco que assim é considerada quando apresentam alguma doença na mãe ou no bebê. Os exames solicitados são: Hemograma completo; Glicemia; Tipagem sanguínea; Urina; Papanicolaou; Sorologia para detectar ou não toxoplasmose e rubéola; Avaliação de infecções para detectar ou não sífilis, hepatite B, AIDS. No pré-natal, o médico também irá controlar o ganho de peso pela gestante que não deve ultrapassar 12 kg, pois o ganho excessivo de peso pode desencadear problemas como hipertensão, diabetes gestacional, retenção de líquidos e outros. A hipertensão é a causa mais freqüente de gravidez de alto risco, pois pode desenvolver pré-eclampsia e trazer complicações mais sérias que podem colocar a vida da mãe e do bebê em risco. A gestante também deve fazer um pré-natal odontológico que auxiliará na sua higienização bucal e do bebê, já que neste período as motivações da gestante estão todas voltadas às preparações para a chegada do bebê. Neste período, a gestante sente muita indisposição e “preguiça” e algumas deixam de lado a escovação.
Aborto
.jpg)
A expressão “aborto” se caracteriza pela morte do embrião ou feto, que pode ser espontânea ou provocada. Anomalias cromossômicas, infecções, choques mecânicos, fatores emocionais, intoxicação química acidental, dentre outros, podem ser considerados como sendo exemplos desse primeiro caso, que ocorre em aproximadamente 25% das gravidezes. Ele é caracterizado pelo término da gestação de menos de 20 semanas, sendo o sangramento vaginal um forte indício de sua ocorrência. Mais de 50% dessas situações diz respeito a alterações genéticas no embrião. Abortos provocados consistem na interrupção intencional da gestação. Quanto a isso, acredita-se que ocorram aproximadamente 50 milhões desse tipo de caso em todo o mundo, sendo a Romênia a campeã em número de abortos por habitantes. Nas clínicas, os métodos mais empregados são a sucção, dilatação, curetagem e injeção salina, sendo esta considerada uma prática segura, desde que seja feita nas primeiras semanas de gestação, e praticada por equipe qualificada. Como pesquisas recentes sugerem que fetos são capazes de sentir dor, embora bem menos intensa, a partir da décima sétima semana de vida, estuda-se a possibilidade de aplicação de anestesias em fetos dessa idade em diante. Em nosso país, exceto em casos de estupro, ou quando a mãe corre risco de vida (aborto sentimental, moral ou piedoso; e aborto terapêutico, respectivamente), este ato é proibido por lei. Existe, entretanto, uma situação em que o aborto pode ser concedido legalmente, sendo relativo à gestação de feto com graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais, como anencefalia; desde que haja o consentimento do pai, e atestado de pelo menos dois médicos. Apesar da reconhecida ilegalidade de outras práticas além das citadas, é sabido que muitas mulheres recorrem ao aborto utilizando-se de métodos caseiros; ou mesmo por atendimento em clínicas clandestinas. Deste ato, um número considerável destas sofre complicações, como hemorragias, infecções, perfurações abdominais, podendo desencadear em infertilidade, ou mesmo óbito (é uma das maiores causas de mortalidade materna); sendo por isso reconhecido como um problema sério de saúde pública. Discussões sobre essa temática são, geralmente, polêmicas, já que é um assunto complexo e delicado. Argumentos como a interrupção da vida de um ser inocente frente à irresponsabilidade de sua genitora de um lado, versus a integridade do filho e da própria mãe diante de uma maternidade não desejada, são sempre pontuados. Opiniões pessoais à parte, é fato que a educação sexual e a promoção de atendimento médico mais acessível, incluindo aí o acompanhamento familiar e psicológico, podem ser capazes de contornar consideravelmente essa questão.
Por Mariana AraguaiaGraduada em BiologiaEquipe Brasil Escola
Parto

É o momento do nascimento do feto, quando esse sai da proteção do útero materno para vivenciar novas experiências no mundo que lhe é apresentado. O parto gera muitas expectativas nos pais, em especial se irá ocorrer tudo bem, se irá durar muito tempo, entre outras. Existem vários tipos de partos, cabe ao médico e à paciente escolher o mais adequado. É muito importante para a mulher que o pai da criança esteja presente na hora do parto, pois é uma forma de demonstrar que ele está presente e que a mulher o terá ao seu lado na criação do filho. Normalmente o tipo de parto é escolhido de acordo com a posição do feto, considerando também a vontade da mãe. Muitas complicações geradas durante o parto foram diminuídas consideravelmente com a criação de novas técnicas e pelo fato da mãe ter feito o pré-natal corretamente. É extremamente importante que a gestante faça o acompanhamento médico de forma a evitar riscos para o bebê durante seu nascimento.
Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs
SE EDUCAR DÁ PARA EVITAR
As Doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas de pessoa a pessoa através do contato sexual, portanto é possível evitá-la, bastando, para isso, não manter relação sexual com pessoas portadoras de tais doenças. Algumas pessoas não sabem que são portadoras dessas moléstias, pois não apresentam manifestações evidentes no corpo e por vezes desconhecem estas manifestações. As principais doenças sexualmente transmissíveis serão descritas de maneira bem reduzida.
DIAGNÓSTICO/TRATAMENTO
Em muitos casos, o médico diagnostica a doença no momento da consulta; são solicitados exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. Sempre que possível, os parceiros sexuais devem comparecer à consulta para investigação clínica.Na maioria dos casos, o tratamento é fácil e normalmente as manifestações clínicas desaparecem em curto espaço de tempo.
SÍFILIS
Também conhecida com Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, geralmente única, que aparece 20 a 30 dias após a relação sexual contaminada. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro, que desaparece espontaneamente em 1 mês. Depois de aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações para então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo). Depois desse período, a doença pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento adequado.As gestantes com Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas ou mesmo mortas, quando não tratadas.A Sífilis tem como agente causador uma bactéria espiroqueta, Treponema pallidum.Existe um exame de sangue (sorologia) que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. O importante é que este exame só fica positivo após 5 semanas do contato sexual contaminante e sua negativação, em muitos casos, só ocorre vários meses após o tratamento. Em algumas pessoas, este exame pode ficar positivo (em concentração muito baixa) por toda a vida, mesmo depois da cura completa da doença. É sempre necessário orientação do médico, pois só ele sabe interpretar os resultados de sorologia para Sífilis.
GONORRÉIA
No homem inicia-se após um período que varia de 2 a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando os apresenta, os problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode haver complicações.No homem leva à infeção na próstata e nos testículos. Na mulher, freqüentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes dores na barriga. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida).Embora seja raro a Gonorréia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e até no cérebro.Durante o parto, a mulher com Gonorréia transmite a doença ao bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos.A Gonorréia é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüente. O causador é uma bactéria, Neisseria gonorrhoeae (Gonococo).
CANCRO MOLE
Popularmente chamado Cavalo, é causado por uma bactéria, Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais várias feridas ulceradas, dolorosas, que são acompanhadas de (íngua na virilha (bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com orifício único.
CONDILOMA ACUMINADO
Ou Crista de Galo, é uma doença causada por um vírus, o Papillomavírus humano. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais, são do tipo verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas manifestações clínicas podem ser bem diferentes. Em outras ocasiões, um dos parceiros pode apresentar lesões típicas (tipo couve-flor), enquanto o outro parceiro pode não ter lesão evidente, mas ser portador do vírus, também conhecido como HPV.O tratamento do Condiloma Acuminado é feito com substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear, pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.
LINFOGRANULOMA VENÉREO
Também chamado Mula, é causado por uma bactéria, que é a Chlamydia trachomatis. Inicia-se com discreta lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida. Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios. Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase, que é um aumento acentuado dos órgãos genitais externos. Na mulher, na fase bem avançada da doença, pode também causar estreitamento do ânus.
HERPES GENITAL
É causado por um vírus e sua manifestação maior é a formação de vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e ardência nos órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada a fatores desencadeantes como o Stress. Apesar de não se ter, até hoje, uma medicação para o tratamento do Herpes, é errado pensar que a doença não tem cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumático, a doença pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo interno de defesa.
URETRITE NÃO GONOCÓCICA
Infeção na uretra mas que não é gonorréia pode ser causada por vários germes. A maioria dos homens com Uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sente pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas podem transmitir a moléstia a seu parceiro.
INFECÇÕES VAGINAIS
São causadas por diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado, coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes, os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas pessoas.
CANDIDÍASE
A candidíase é uma infecção causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem aumentado muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em um dos tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher grávida.Atualmente, aceita-se como frequente a transmissão pela via sexual, embora contaminação, a partir do sistema gastrintestinal, seja bastante comum.A recidiva ou reinfecção constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou a partir do parceiro sexual. Na candidíase vulvovaginal recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do parceiro. Visando melhorar a eficácia da terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto possível, os fatores predisponentes. O sofrimento e a angústia, causados pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e necessitar apoio psicoprofilático.
TRICOMONÍASE
A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta. A via de transmissão principal é o contato sexual, em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis. A tricomoníase é a infecção que mais se associa a outras D.S.T. No homem – Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra. Na mulher – A ausência de sintomas ocorre com freqüência nas mulheres infectadas de Tricomonas. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentarão manifestações clínicas, devem ser tratadas. O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.
SIDA/AIDS
A Sida/Aids (Síndrome de Imunodeficência Adquirida), é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo, permitindo que outros vírus, fungos, bactérias ou protozoários causem a morte do indivíduo.O HIV transmite-se através da relação sexual sangue contaminado e por via placentária.
Adoecem mais facilmente:
os homens com hábitos homossexuais porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus;
as pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo;
os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a imunidade);
os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos;
as crianças que nascem de mães infectadas.
As mulheres mesmo não sendo boas transmissora do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras naturais do esperma contaminado.
O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses, dependendo da via de contaminação. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecções de garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc.
Depois de trinta dias, aparecem os anticorpos contra o HIV e o paciente fica sem sintomas, apesar de contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outras viroses, outras causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os cânceres característicos da Aids.
Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a candidíase oral (sapinho na boca).
O tratamento inclui a manutenção do bem-estar do doente, o controle da multiplicação do vírus, o controle das infecções oportunistas e das neoplasias.
Não há até o momento nenhum medicamento que elimine o HIV.
Na prevenção da doença, destacam-se:
o uso de preservativos (camisinha) e espermaticidas nas relações sexuais com parceiros mal conhecidos;
a redução do número de parceiros sexuais;
fazer teste de cada sangue doado com provas de antígenos e anticorpos do HIV;
o uso de seringas e agulhas esterelizadas ou descartáveis individuais para quem é dependente de drogas injetáveis; assim como em todas as injeções;
facilitar os métodos anticoncepcionais para diminuir possibilidades de gravidez em mulheres infectadas, em idade fértil.
IMPORTANTE
A Sida/Aids não pega pela convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço, aperto de mão, uso de banheiros, toalhas, roupas, talheres, copos e pratos, doação de sangue e picadas de insetos.
O QUE É O TESTE SOROLÓGICO PARA SÍFILIS?
Sífilis é uma doença causada por uma bactéria, Treponema pallidum, que na maioria das vezes, é transmitida através da relação sexual. O tratamento é fácil e barato, quando realizado em tempo e de maneira eficaz, sendo a cura completa.
Inicialmente, apresenta ferida nos órgãos genitais, que não dói e desaparece sem qualquer tratamento. Posteriormente, surgem manifestações na pele, que podem lembrar intoxicação por alimentos ou alergias. Estas também podem desaparecer sem tratamento, o que não quer dizer que a doença tenha sido curada. Ela continua a evoluir, atacando o organismo por dentro e causando lesões importantes, podendo até levar à morte.
Tudo isso quando não houver tratamento.
A freqüência da sífilis e maior que imaginamos e uma das maneiras de descobri-la e através de um exame: sorologia para sífilis ou sorologia para lues ou VDRL. Este exame detecta e quantifica os anticorpos (soldados de defesa do organismo) que aparecem no sangue em torno de cinco semanas após a contaminação. Portanto, testes realizados muito antes deste tempo podem não ter valor.
Após o tratamento, e necessario que o paciente seja submetido ao teste periodicamente, para se avaliar a eficacia do tratamento.
É comum a pessoa que teve a doença e que fez o tratamento correto apresentar teste reator, (positivo) porém com pequena quantidade de anticorpos. É o que se chama de “cicatriz” sorologica e indica que o paciente teve sífilis, mas esta curado.
Nosso Setor faz de rotina a sorologia para sífilis dos pacientes que nos procuram, e que desejam, contribuindo dessa forma para diagnosticar cada vez mais pessoas com a doença e promover a diminuição da incidência da sífilis, doença tão antiga e bastante grave, quando não tratada.
PREVENINDO O CÂNCER
É fundamental que as mulheres procurem auxílio médico, para, uma vez por ano, serem submetidas a exame ginecológico e exame das mamas.Mesmo as que não mantenham relação sexual, devem fazer preventivo todos os anos. Os homens devem vencer os preconceitos e procurar auxílio médico para exame da próstata a cada um ano, principalmente após os 45 anos de idade.
NÃO ESQUEÇA
Essas doenças podem acometer a todos nós, por isso não fique com vergonha. Não procure um amigo leigo ou uma farmacia, pois isso fara aparecer erros grosseiros no diagnóstico e tratamento. O prejudicado sera você. PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE.
Não mantenha relação sexual DE MANEIRA ALGUMA , caso seja portador de uma Doença Sexualmente Transmissível. Avise o parceiro sexual, caso você apresente algumas dessas doenças, para que ele também possa procurar um médico. SEMPRE. Cumpra rigorosamente o que seu médico aconselhar. ESSAS DOENÇAS PODEM AGRAVAR-SE MUITO. Quanto mais parceiros sexuais um pessoa possui, maior a possibilidade de contrair tais doenças. O homem pode diminuir o contágio usando preservativo de látex (camisinha). Para os dois sexos, a lavagem com água e sabão dos órgãos genitais antes e após a relação é uma medida excelente. "Camisinha" ou preservativo vem enrolado e tem em sua parte superior uma saliência, onde se depositará o material ejaculado. Deverá ser desenrolado sobre o pênis ereto, mantendo-se a saliência comprimida para retirar o ar antes de se iniciar a relação sexual. Desenrole a camisinha até a base do pênis, deixando-a ainda um pouco enrolada para pressionar e mantê-la segura. Se você tiver fimose, rebaixe o prepúcio antes de desenrolar a camisinha.Caso você ache que a lubrificação que já vem na camisinha seja pouca, passe mais lubrificante á base de água depois de desenrolá-la. Não lubrifique o pênis antes de vestir a camisinha. O pênis deve ser retirado ainda ereto da vagina, firmando-se a parte final do preservativo, segurando-a pela base para que a camisinha não fique dentro do parceiro. Depois de retirada, dê um nó e jogue-o no cesto de lixo. Nunca usar o preservativo mais de uma vez. Utilize apenas lubrificantes solúveis em água.
PRESERVATIVO FEMININO
Mulheres aprovam camisinha feminina Pesquisa revela alta aceitabilidade das mulheres em relação à "camisinha" feminina. Saúde inicia a distribuição de 2 milhões de unidades em outubro Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde sobre a aceitabilidade do preservativo feminino revelou que 70% das mulheres aprovam o novo instrumento de prevenção. O estudo envolveu 2.453 mulheres usuárias do serviço público de saúde em seis cidades brasileiras: Porto Alegre/RS, São Vicente/SP, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO, e Cabo/PE. O índice de uso foi de 92%, durante os três meses que durou o estudo. O Ministério da Saúde está comprando 2 milhões de preservativos femininos e inicia a distribuição logo após a chegada do primeiro lote no Brasil, prevista para outubro. Serão atendidos projetos de prevenção à aids que realizam trabalhos entre mulheres de baixa renda e profissionais do sexo. A compra dos preservativos foi decidida a partir dos resultados preliminares da pesquisa. Hoje, para cada dois casos de aids em homens, existe um entre as mulheres. Em 1986, esta mesma relação já foi de 16/1. Isso demonstra a tendência de feminização da epidemia. As mulheres que participaram do estudo tinham, em média, 30 anos; vida sexual ativa, parceria fixa, entre um a dois filhos e 60% se consideravam pobres. Do total de mulheres que participaram do estudo, 97% viram alguma vantagem em usar o preservativo feminino. As principais vantagens apontadas foram: proteger das DST (62%), ser confortável (38%), e propiciar autonomia à mulher (27%). Sobre esse último tópico vale destacar que o preservativo feminino dá à mulher a sua própria proteção para prevenir-se das doenças sexualmente transmissíveis, da aids e da gravidez, sem depender exclusivamente da decisão do parceiro, ampliando a sua capacidade de negociação. Já os parceiros das mulheres que fizeram uso da camisinha feminina apontaram como maior vantagem o fato do preservativo feminino não apertar o pênis (29%); ser confortável (18,4%), ele não precisar se preocupar em usar (12%) e, em quarto lugar, a preocupação com as DST (11%). Das desvantagens observadas, fica em primeiro lugar a dificuldade do manuseio do preservativo (queixa feita por 10% das mulheres) e, em segundo, a estética (9% das mulheres acharam a camisinha feia). Já para os homens, esta é a principal desvantagem (14% deles, acharam a camisinha feia), enquanto 4% dizem que o preservativo diminui a sensibilidade. Entretanto, a maioria das mulheres (63%) preferiu o uso do preservativo feminino ao masculino. Oitenta e dois por cento das usuárias consideram que esse tipo de proteção deve ser usada independentemente do parceiro ser fixo ou eventual. Um dado que chama atenção é o fato da aceitabilidade do preservativo feminino ter se mantido elevada tanto nas mulheres que podem, quanto naquelas que não podem mais engravidar. Do total das mulheres que participaram do estudo, 20% delas ou dos seus parceiros eram esterilizados. As maiores taxas de aceitabilidade foram observadas nas cidades onde existe boa infra-estrutura nos serviços públicos de saúde voltados para a mulher. A maior taxa foi de 80% em Porto Alegre/RS; seguida por Cabo com 76%; Rio de Janeiro com 71%; Belo Horizonte com 68%; Goiânia com 65%; e a taxa de aceitabilidade mais baixa foi observada em São Vicente com 54%. A transmissão sexual do HIV corresponde a 54% do total dos casos de aids notificados ao ministério, desde 1980. Até fevereiro deste ano, o Brasil já contabilizou 155.590 casos. Um dos maiores desafios do Ministério da Saúde, é fazer com que a população use o preservativo nas relações sexuais. Vale ressaltar que os resultados da pesquisa apontaram que o uso de qualquer preservativo (masculino ou feminino) na última relação sexual aumentou de 31% no início do estudo para 65% no final. Esse estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde ao Núcleo de Estudos de População (Unicamp) e ao Cebrap. As coordenadoras foram as pesquisadoras Elza Berquó, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Regina Barbosa do Nepo/Unicamp e Suzana Kalckman do Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. E contou com o apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde e de organizações não-governamentais (ONG) nas cidades onde foi realizado. A pesquisa foi financiada integralmente pelo Programa das Nações Unidas para o Controle da Aids (Unaids). Fonte CN-DST/AIDS
ATENÇÃO
Com tantos locais disponíveis fazendo o teste anti-HIV (inclusive o Setor de DST/UFF), e Bancos de sangue, não se justifica o temor de doar sangue. No caso da AIDS, a doação de sangue não representa risco para o doador. É necessário que o doador tenha consciência desses fatos e não transforme uma ação humanitária em risco para o doente que irá receber o sangue. Se o estilo de vida do doador coloca em risco de contágio, deve-se evitar a doação. Por outro lado, se tal risco não existe, não deve-se negar a vida aos que precisam. Não se justifica a procura de um Banco de Sangue, para doação, com a única finalidade de fazer o exame.
ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Relatam Kolondy, Master e Jonhson que a maioria das pessoas reage à notícia de que estão com uma DST, com incredulidade e raiva. Infelizmente, algumas pessoas mostram-se tão relutantes em admitir que possam estar com uma DST, que adiam a ida ao médico como meio de negar a realidade da situação, como se fingir que uma doença não existe a fizesse ir embora, visto que a maioria dos sintomas das DST desaparecem em poucas semanas, esses indivíduos enganam a si mesmos pensando que "afinal de contas não foi nada": continuam a abrigar a doença no corpo e expõe também os parceiros sexuais ao risco de uma infecção.
Algumas pessoas relutam em ir a um médico quando apresentam sintomas de uma possível DST, porque têm receio de receber um sermão ou preocupam-se com o sigilo com que o caso será tratado.
Nem sempre uma infecção ou outra alteração nos órgãos genitais interfere na sexualidade do indivíduo acometido ou de seu parceiro sexual. Tal aspecto varia para cada pessoa onde sofre influência do tipo da doença adquirida, da reação emocional desencadeada em si e/ou em seu parceiro, possibilidade de atenção médica, psicológica, social adequada e rápida, da possibilidade imediata de diagnóstico, tratamento e acompanhamento, segurança na confiabilidade do atendimento, entre outros.
Embora as DST normalmente não interfiram com o componente físico da atividade sexual, algumas pessoas se vêem com dificuldades sexuais devidos aos efeitos psicológicos trazidos pela descoberta de que estão com uma DST. Muitas vezes, esses indivíduos sentem-se culpados e constrangidos em relação ao que aconteceu. Por vezes, concluem que a doença foi uma maneira de Deus adverti-los ou puni-los por transgressões sexuais. Visto que igualam sexo a pecado, não é de supreender que essas pessoas manisfestam, ocasionalmente, inibições sexuais.
Para que as pessoas possam pensar com naturalidade a respeito do sexo, é necessário que tenham recebido orientação e informações sobre sexualidade e que essas informações tenham sido passadas adequadamente, a fim de que se possa dizer que os indivíduos, que as receberam, foram educados sexualmente.
VENCER PRECONCEITOS É FALAR DE FRENTE
As Doenças sexualmente transmissíveis são transmitidas de pessoa a pessoa através do contato sexual, portanto é possível evitá-la, bastando, para isso, não manter relação sexual com pessoas portadoras de tais doenças. Algumas pessoas não sabem que são portadoras dessas moléstias, pois não apresentam manifestações evidentes no corpo e por vezes desconhecem estas manifestações. As principais doenças sexualmente transmissíveis serão descritas de maneira bem reduzida.
DIAGNÓSTICO/TRATAMENTO
Em muitos casos, o médico diagnostica a doença no momento da consulta; são solicitados exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. Sempre que possível, os parceiros sexuais devem comparecer à consulta para investigação clínica.Na maioria dos casos, o tratamento é fácil e normalmente as manifestações clínicas desaparecem em curto espaço de tempo.
SÍFILIS
Também conhecida com Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, geralmente única, que aparece 20 a 30 dias após a relação sexual contaminada. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro, que desaparece espontaneamente em 1 mês. Depois de aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações para então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo). Depois desse período, a doença pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento adequado.As gestantes com Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas ou mesmo mortas, quando não tratadas.A Sífilis tem como agente causador uma bactéria espiroqueta, Treponema pallidum.Existe um exame de sangue (sorologia) que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. O importante é que este exame só fica positivo após 5 semanas do contato sexual contaminante e sua negativação, em muitos casos, só ocorre vários meses após o tratamento. Em algumas pessoas, este exame pode ficar positivo (em concentração muito baixa) por toda a vida, mesmo depois da cura completa da doença. É sempre necessário orientação do médico, pois só ele sabe interpretar os resultados de sorologia para Sífilis.
GONORRÉIA
No homem inicia-se após um período que varia de 2 a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra (canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando os apresenta, os problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode haver complicações.No homem leva à infeção na próstata e nos testículos. Na mulher, freqüentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes dores na barriga. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida).Embora seja raro a Gonorréia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e até no cérebro.Durante o parto, a mulher com Gonorréia transmite a doença ao bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos.A Gonorréia é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüente. O causador é uma bactéria, Neisseria gonorrhoeae (Gonococo).
CANCRO MOLE
Popularmente chamado Cavalo, é causado por uma bactéria, Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais várias feridas ulceradas, dolorosas, que são acompanhadas de (íngua na virilha (bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com orifício único.
CONDILOMA ACUMINADO
Ou Crista de Galo, é uma doença causada por um vírus, o Papillomavírus humano. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais, são do tipo verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas manifestações clínicas podem ser bem diferentes. Em outras ocasiões, um dos parceiros pode apresentar lesões típicas (tipo couve-flor), enquanto o outro parceiro pode não ter lesão evidente, mas ser portador do vírus, também conhecido como HPV.O tratamento do Condiloma Acuminado é feito com substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear, pois podem causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.
LINFOGRANULOMA VENÉREO
Também chamado Mula, é causado por uma bactéria, que é a Chlamydia trachomatis. Inicia-se com discreta lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida. Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios. Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase, que é um aumento acentuado dos órgãos genitais externos. Na mulher, na fase bem avançada da doença, pode também causar estreitamento do ânus.
HERPES GENITAL
É causado por um vírus e sua manifestação maior é a formação de vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e ardência nos órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada a fatores desencadeantes como o Stress. Apesar de não se ter, até hoje, uma medicação para o tratamento do Herpes, é errado pensar que a doença não tem cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumático, a doença pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo interno de defesa.
URETRITE NÃO GONOCÓCICA
Infeção na uretra mas que não é gonorréia pode ser causada por vários germes. A maioria dos homens com Uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sente pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas podem transmitir a moléstia a seu parceiro.
INFECÇÕES VAGINAIS
São causadas por diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado, coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes, os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas pessoas.
CANDIDÍASE
A candidíase é uma infecção causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem aumentado muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em um dos tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher grávida.Atualmente, aceita-se como frequente a transmissão pela via sexual, embora contaminação, a partir do sistema gastrintestinal, seja bastante comum.A recidiva ou reinfecção constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou a partir do parceiro sexual. Na candidíase vulvovaginal recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do parceiro. Visando melhorar a eficácia da terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto possível, os fatores predisponentes. O sofrimento e a angústia, causados pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e necessitar apoio psicoprofilático.
TRICOMONÍASE
A tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta. A via de transmissão principal é o contato sexual, em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis. A tricomoníase é a infecção que mais se associa a outras D.S.T. No homem – Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra. Na mulher – A ausência de sintomas ocorre com freqüência nas mulheres infectadas de Tricomonas. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentarão manifestações clínicas, devem ser tratadas. O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.
SIDA/AIDS
A Sida/Aids (Síndrome de Imunodeficência Adquirida), é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH ou HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo, permitindo que outros vírus, fungos, bactérias ou protozoários causem a morte do indivíduo.O HIV transmite-se através da relação sexual sangue contaminado e por via placentária.
Adoecem mais facilmente:
os homens com hábitos homossexuais porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus;
as pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única transfusão é suficiente para infectar o indivíduo;
os usuários de drogas por via venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a imunidade);
os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos;
as crianças que nascem de mães infectadas.
As mulheres mesmo não sendo boas transmissora do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras naturais do esperma contaminado.
O período de incubação varia de algumas semanas a alguns meses, dependendo da via de contaminação. Após este prazo o doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecções de garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc.
Depois de trinta dias, aparecem os anticorpos contra o HIV e o paciente fica sem sintomas, apesar de contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outras viroses, outras causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os cânceres característicos da Aids.
Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a candidíase oral (sapinho na boca).
O tratamento inclui a manutenção do bem-estar do doente, o controle da multiplicação do vírus, o controle das infecções oportunistas e das neoplasias.
Não há até o momento nenhum medicamento que elimine o HIV.
Na prevenção da doença, destacam-se:
o uso de preservativos (camisinha) e espermaticidas nas relações sexuais com parceiros mal conhecidos;
a redução do número de parceiros sexuais;
fazer teste de cada sangue doado com provas de antígenos e anticorpos do HIV;
o uso de seringas e agulhas esterelizadas ou descartáveis individuais para quem é dependente de drogas injetáveis; assim como em todas as injeções;
facilitar os métodos anticoncepcionais para diminuir possibilidades de gravidez em mulheres infectadas, em idade fértil.
IMPORTANTE
A Sida/Aids não pega pela convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço, aperto de mão, uso de banheiros, toalhas, roupas, talheres, copos e pratos, doação de sangue e picadas de insetos.
O QUE É O TESTE SOROLÓGICO PARA SÍFILIS?
Sífilis é uma doença causada por uma bactéria, Treponema pallidum, que na maioria das vezes, é transmitida através da relação sexual. O tratamento é fácil e barato, quando realizado em tempo e de maneira eficaz, sendo a cura completa.
Inicialmente, apresenta ferida nos órgãos genitais, que não dói e desaparece sem qualquer tratamento. Posteriormente, surgem manifestações na pele, que podem lembrar intoxicação por alimentos ou alergias. Estas também podem desaparecer sem tratamento, o que não quer dizer que a doença tenha sido curada. Ela continua a evoluir, atacando o organismo por dentro e causando lesões importantes, podendo até levar à morte.
Tudo isso quando não houver tratamento.
A freqüência da sífilis e maior que imaginamos e uma das maneiras de descobri-la e através de um exame: sorologia para sífilis ou sorologia para lues ou VDRL. Este exame detecta e quantifica os anticorpos (soldados de defesa do organismo) que aparecem no sangue em torno de cinco semanas após a contaminação. Portanto, testes realizados muito antes deste tempo podem não ter valor.
Após o tratamento, e necessario que o paciente seja submetido ao teste periodicamente, para se avaliar a eficacia do tratamento.
É comum a pessoa que teve a doença e que fez o tratamento correto apresentar teste reator, (positivo) porém com pequena quantidade de anticorpos. É o que se chama de “cicatriz” sorologica e indica que o paciente teve sífilis, mas esta curado.
Nosso Setor faz de rotina a sorologia para sífilis dos pacientes que nos procuram, e que desejam, contribuindo dessa forma para diagnosticar cada vez mais pessoas com a doença e promover a diminuição da incidência da sífilis, doença tão antiga e bastante grave, quando não tratada.
PREVENINDO O CÂNCER
É fundamental que as mulheres procurem auxílio médico, para, uma vez por ano, serem submetidas a exame ginecológico e exame das mamas.Mesmo as que não mantenham relação sexual, devem fazer preventivo todos os anos. Os homens devem vencer os preconceitos e procurar auxílio médico para exame da próstata a cada um ano, principalmente após os 45 anos de idade.
NÃO ESQUEÇA
Essas doenças podem acometer a todos nós, por isso não fique com vergonha. Não procure um amigo leigo ou uma farmacia, pois isso fara aparecer erros grosseiros no diagnóstico e tratamento. O prejudicado sera você. PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE.
Não mantenha relação sexual DE MANEIRA ALGUMA , caso seja portador de uma Doença Sexualmente Transmissível. Avise o parceiro sexual, caso você apresente algumas dessas doenças, para que ele também possa procurar um médico. SEMPRE. Cumpra rigorosamente o que seu médico aconselhar. ESSAS DOENÇAS PODEM AGRAVAR-SE MUITO. Quanto mais parceiros sexuais um pessoa possui, maior a possibilidade de contrair tais doenças. O homem pode diminuir o contágio usando preservativo de látex (camisinha). Para os dois sexos, a lavagem com água e sabão dos órgãos genitais antes e após a relação é uma medida excelente. "Camisinha" ou preservativo vem enrolado e tem em sua parte superior uma saliência, onde se depositará o material ejaculado. Deverá ser desenrolado sobre o pênis ereto, mantendo-se a saliência comprimida para retirar o ar antes de se iniciar a relação sexual. Desenrole a camisinha até a base do pênis, deixando-a ainda um pouco enrolada para pressionar e mantê-la segura. Se você tiver fimose, rebaixe o prepúcio antes de desenrolar a camisinha.Caso você ache que a lubrificação que já vem na camisinha seja pouca, passe mais lubrificante á base de água depois de desenrolá-la. Não lubrifique o pênis antes de vestir a camisinha. O pênis deve ser retirado ainda ereto da vagina, firmando-se a parte final do preservativo, segurando-a pela base para que a camisinha não fique dentro do parceiro. Depois de retirada, dê um nó e jogue-o no cesto de lixo. Nunca usar o preservativo mais de uma vez. Utilize apenas lubrificantes solúveis em água.
PRESERVATIVO FEMININO
Mulheres aprovam camisinha feminina Pesquisa revela alta aceitabilidade das mulheres em relação à "camisinha" feminina. Saúde inicia a distribuição de 2 milhões de unidades em outubro Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde sobre a aceitabilidade do preservativo feminino revelou que 70% das mulheres aprovam o novo instrumento de prevenção. O estudo envolveu 2.453 mulheres usuárias do serviço público de saúde em seis cidades brasileiras: Porto Alegre/RS, São Vicente/SP, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO, e Cabo/PE. O índice de uso foi de 92%, durante os três meses que durou o estudo. O Ministério da Saúde está comprando 2 milhões de preservativos femininos e inicia a distribuição logo após a chegada do primeiro lote no Brasil, prevista para outubro. Serão atendidos projetos de prevenção à aids que realizam trabalhos entre mulheres de baixa renda e profissionais do sexo. A compra dos preservativos foi decidida a partir dos resultados preliminares da pesquisa. Hoje, para cada dois casos de aids em homens, existe um entre as mulheres. Em 1986, esta mesma relação já foi de 16/1. Isso demonstra a tendência de feminização da epidemia. As mulheres que participaram do estudo tinham, em média, 30 anos; vida sexual ativa, parceria fixa, entre um a dois filhos e 60% se consideravam pobres. Do total de mulheres que participaram do estudo, 97% viram alguma vantagem em usar o preservativo feminino. As principais vantagens apontadas foram: proteger das DST (62%), ser confortável (38%), e propiciar autonomia à mulher (27%). Sobre esse último tópico vale destacar que o preservativo feminino dá à mulher a sua própria proteção para prevenir-se das doenças sexualmente transmissíveis, da aids e da gravidez, sem depender exclusivamente da decisão do parceiro, ampliando a sua capacidade de negociação. Já os parceiros das mulheres que fizeram uso da camisinha feminina apontaram como maior vantagem o fato do preservativo feminino não apertar o pênis (29%); ser confortável (18,4%), ele não precisar se preocupar em usar (12%) e, em quarto lugar, a preocupação com as DST (11%). Das desvantagens observadas, fica em primeiro lugar a dificuldade do manuseio do preservativo (queixa feita por 10% das mulheres) e, em segundo, a estética (9% das mulheres acharam a camisinha feia). Já para os homens, esta é a principal desvantagem (14% deles, acharam a camisinha feia), enquanto 4% dizem que o preservativo diminui a sensibilidade. Entretanto, a maioria das mulheres (63%) preferiu o uso do preservativo feminino ao masculino. Oitenta e dois por cento das usuárias consideram que esse tipo de proteção deve ser usada independentemente do parceiro ser fixo ou eventual. Um dado que chama atenção é o fato da aceitabilidade do preservativo feminino ter se mantido elevada tanto nas mulheres que podem, quanto naquelas que não podem mais engravidar. Do total das mulheres que participaram do estudo, 20% delas ou dos seus parceiros eram esterilizados. As maiores taxas de aceitabilidade foram observadas nas cidades onde existe boa infra-estrutura nos serviços públicos de saúde voltados para a mulher. A maior taxa foi de 80% em Porto Alegre/RS; seguida por Cabo com 76%; Rio de Janeiro com 71%; Belo Horizonte com 68%; Goiânia com 65%; e a taxa de aceitabilidade mais baixa foi observada em São Vicente com 54%. A transmissão sexual do HIV corresponde a 54% do total dos casos de aids notificados ao ministério, desde 1980. Até fevereiro deste ano, o Brasil já contabilizou 155.590 casos. Um dos maiores desafios do Ministério da Saúde, é fazer com que a população use o preservativo nas relações sexuais. Vale ressaltar que os resultados da pesquisa apontaram que o uso de qualquer preservativo (masculino ou feminino) na última relação sexual aumentou de 31% no início do estudo para 65% no final. Esse estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde ao Núcleo de Estudos de População (Unicamp) e ao Cebrap. As coordenadoras foram as pesquisadoras Elza Berquó, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Regina Barbosa do Nepo/Unicamp e Suzana Kalckman do Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. E contou com o apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde e de organizações não-governamentais (ONG) nas cidades onde foi realizado. A pesquisa foi financiada integralmente pelo Programa das Nações Unidas para o Controle da Aids (Unaids). Fonte CN-DST/AIDS
ATENÇÃO
Com tantos locais disponíveis fazendo o teste anti-HIV (inclusive o Setor de DST/UFF), e Bancos de sangue, não se justifica o temor de doar sangue. No caso da AIDS, a doação de sangue não representa risco para o doador. É necessário que o doador tenha consciência desses fatos e não transforme uma ação humanitária em risco para o doente que irá receber o sangue. Se o estilo de vida do doador coloca em risco de contágio, deve-se evitar a doação. Por outro lado, se tal risco não existe, não deve-se negar a vida aos que precisam. Não se justifica a procura de um Banco de Sangue, para doação, com a única finalidade de fazer o exame.
ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
Relatam Kolondy, Master e Jonhson que a maioria das pessoas reage à notícia de que estão com uma DST, com incredulidade e raiva. Infelizmente, algumas pessoas mostram-se tão relutantes em admitir que possam estar com uma DST, que adiam a ida ao médico como meio de negar a realidade da situação, como se fingir que uma doença não existe a fizesse ir embora, visto que a maioria dos sintomas das DST desaparecem em poucas semanas, esses indivíduos enganam a si mesmos pensando que "afinal de contas não foi nada": continuam a abrigar a doença no corpo e expõe também os parceiros sexuais ao risco de uma infecção.
Algumas pessoas relutam em ir a um médico quando apresentam sintomas de uma possível DST, porque têm receio de receber um sermão ou preocupam-se com o sigilo com que o caso será tratado.
Nem sempre uma infecção ou outra alteração nos órgãos genitais interfere na sexualidade do indivíduo acometido ou de seu parceiro sexual. Tal aspecto varia para cada pessoa onde sofre influência do tipo da doença adquirida, da reação emocional desencadeada em si e/ou em seu parceiro, possibilidade de atenção médica, psicológica, social adequada e rápida, da possibilidade imediata de diagnóstico, tratamento e acompanhamento, segurança na confiabilidade do atendimento, entre outros.
Embora as DST normalmente não interfiram com o componente físico da atividade sexual, algumas pessoas se vêem com dificuldades sexuais devidos aos efeitos psicológicos trazidos pela descoberta de que estão com uma DST. Muitas vezes, esses indivíduos sentem-se culpados e constrangidos em relação ao que aconteceu. Por vezes, concluem que a doença foi uma maneira de Deus adverti-los ou puni-los por transgressões sexuais. Visto que igualam sexo a pecado, não é de supreender que essas pessoas manisfestam, ocasionalmente, inibições sexuais.
Para que as pessoas possam pensar com naturalidade a respeito do sexo, é necessário que tenham recebido orientação e informações sobre sexualidade e que essas informações tenham sido passadas adequadamente, a fim de que se possa dizer que os indivíduos, que as receberam, foram educados sexualmente.
VENCER PRECONCEITOS É FALAR DE FRENTE
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